terça-feira, 22 de março de 2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

FRENTE BRASIL POPULAR - FBP - #NãoVaiTerGolpeVaiTerLuta!




Manifesto ao Povo Brasileiro


Vivemos um momento de crise. Crise internacional do capitalismo, crise econômica e política em vários países vizinhos e no Brasil. Correm grave perigo os direitos e as aspirações fundamentais do povo brasileiro: ao emprego, ao bem-estar social, às liberdades democráticas, à soberania nacional, à integração com os países vizinhos. Para defender nossos direitos e aspirações, para defender a democracia e outra política econômica, para defender a soberania nacional e a integração regional, para defender transformações profundas em nosso país, milhares de brasileiras e de brasileiros de todas as regiões do país, cidadãos e cidadãs, artistas, intelectuais, religiosos, parlamentares e governantes, assim como integrantes e representantes de movimentos populares, sindicais, partidos políticos e pastorais, indígenas e quilombolas, negros e negras, LGBT, mulheres e juventude, realizamos esta Conferência Nacional onde decidimos criar a Frente Brasil Popular.
Nossos objetivos são:
1. Defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: melhorias das condições de vida, emprego, salário, aposentadoria, moradia, saúde, educação, terra e transporte público! Lutamos contra o atual ajuste fiscal e contra todas as medidas que retiram direitos, eliminam empregos, reduzem salários, elevam tarifas de serviços públicos, estimulam a terceirização, ao tempo em que protegem a minoria rica. Defendemos uma política econômica voltada para o desenvolvimento com distribuição de renda. Lutamos contra a especulação financeira nacional e internacional, que transfere para uma minoria, por vias legais ou ilegais, através da corrupção e de contas bancárias secretas, parte importante da riqueza produzida pelo povo brasileiro! Lutamos por uma reforma tributária que — por meio de medidas como o imposto sobre grandes fortunas e a auditoria da dívida — faça os ricos pagarem a conta da crise.
2. Ampliar a democracia e a participação popular nas decisões sobre o presente e o futuro de nosso país. Lutamos contra o golpismo — parlamentar, judiciário ou midiático — que ameaça a vontade expressa pelo povo nas urnas, as liberdades democráticas e o caráter laico do Estado! Lutamos por uma reforma politica soberana e popular, que fortaleça a participação direta do povo nas decisões políticas do País, garanta a devida representação dos trabalhadores, negros e mulheres, impeça o sequestro da democracia pelo dinheiro e proíba o financiamento empresarial das campanhas eleitorais!  Lutamos contra a criminalização dos movimentos sociais e da política, contra a corrupção e a partidarização da justiça, contra a redução da maioridade penal e o extermínio da juventude pobre e negra das periferias, contra o machismo e a homofobia, contra o racismo e a violência que mata indígenas e quilombolas!
3. Promover reformas estruturais, para construir um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular: reforma do Estado, reforma política, reforma do poder judiciário, reforma na segurança pública com desmilitarização das Polícias Militares, democratização dos meios de comunicação e da cultura, reforma urbana, reforma agrária, consolidação e universalização do Sistema Único de Saúde, reforma educacional e reforma tributária! Lutamos pela democratização dos meios de comunicação de massa e pelo fortalecimento das mídias populares, para que o povo tenha acesso a uma informação plural, tal como está exposto na Lei da Mídia Democrática.
4. Defender a soberania nacional. O povo é o dono das riquezas naturais, que não podem ser entregues às transnacionais e seus sócios! Lutamos em defesa da soberania energética, a começar pelo Pré-Sal, a Lei da Partilha, a Petrobrás, o desenvolvimento de ciência e tecnologia, engenharia e de uma política de industrialização nacional! Lutamos pela soberania alimentar e em defesa do meio ambiente, sem o qual não haverá futuro. Lutamos contra as forças do capital internacional, que tentam impedir e reverter a integração latino-americana. Convidamos a todas e a todos que se identificam com esta plataforma a somar-se na construção da Frente Brasil Popular.  O povo brasileiro sabe que é fácil sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Mas sabe, também, que sonho que se sonha junto pode se tornar realidade.
Vamos lutar juntos por nossos sonhos!!!
Viva a Frente Brasil Popular!!!
Viva o povo brasileiro!!!
...
NOTA: Na maioria dos municípios do nosso país estão sendo organizadas reuniões e plenárias para lançar as seções da FRENTE BRASIL POPULAR. Em Santiago (e Região) a data do lançamento da Frente deverá ser definida ainda nesta semana.  
O momento exige a mobilização de todos(as)  para evitar o golpe e o consequente retrocesso. Todos os partidos verdadeiramente democráticos e suas lideranças, sindicatos, associações estudantis e populares anti-golpistas estão sendo convidados para participar da organização da FBP.  
#Respeitem meu voto! Dilma fica!
#NãoVaiTerGolpeVaiTerLuta! PARTICIPE!
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"Não me admira que em Santiago estejam chamando para uma caminhada em favor do juiz Moro. São os mesmos que há pouco tempo transformaram em heróis da moralidade, da ética e seriedade o Cunha, o Aécio, o Bolsonaro, o Agripino..."


"As ações descontroladas e ilegais de Moro estão sendo denunciadas por Juízes, promotores, advogados, artistas do Brasil e do mundo '

Pronunciamento da Vereadora Iara Castiel (PT/Santiago), hoje, na Câmara de Veredores: (...) Não é novidade para nenhum santiaguense que acompanha meu trabalho, de que eu não sou uma pessoa que fique “em cima da cerca”. Tenho lado. Defendo e defenderei sempre minhas ideias bem embasadas naquilo que acredito. Já tenho dito que minhas posições podem agradar uns, e desagradar outros, não tenho a pretensão de ser unanimidade. Por isso, mais uma vez me manifesto para dizer que o trabalhador assalariado, a classe média, o pessoal que presta serviço autônomo, como as demais pessoas, precisam entender o que está ocorrendo em nosso país. 
 Na verdade, tudo vai muito além do PT, do Lula, ou da Dilma. Trata-se da total inversão de valores e poderes. Assim como hoje está aparecendo políticos envolvidos em corrupção, também o Judiciário, o Ministério Público e a Alta Corte do país estão deixando cair o manto da seriedade e moralidade. Enquanto a imoralidade da justiça está aparentemente longe da vida das pessoas, ninguém se dá conta do que está acontecendo, e até acha ela está agindo acertadamente. O problema só vai ser percebido, quando atingir diretamente a vida dos cidadãos, quando as violações e ilegalidades baterem na porta da sua casa, e, tenham certeza, isso vai ser muito comum, se o povo não se posicionar. Juiz, Promotor, Desembargador, Ministro do STJ e STF, não são deuses que podem tudo, inclusive ir contra a lei. Abram o olho, querer impeachment, passando por cima da Lei, querer prisão desse ou daquele passando por cima da Lei, querer a condenação de apenas um partido e seus políticos, passando por cima da Lei, resultará que a Lei não vai valer nada e poderá ser manejada, e uma Lei que se maneja sem critérios, Senhores, nunca estará a serviço do povo, sempre será pela minoria mais abastada economicamente da nossa sociedade. Sou contra o impeachment, sou contra os atos arbitrários e ilegais, e sou a favor da Democracia. Já conheci o outro lado, quando só o que vale é o desejo dos poderosos e de quem detém o poder econômico. 



Não me admira que em Santiago estejam chamando para uma caminhada em favor do juiz Moro. São os mesmos que há pouco tempo transformaram em heróis da moralidade, da ética e seriedade o Cunha, o Aécio, o Bolsonaro, o Agripino...

As ações descontroladas e ilegais de Moro estão sendo denunciadas por Juízes, promotores, advogados, artistas do Brasil e do mundo. Eles questionam os desmandos desse juiz fascista e provinciano, acobertado pela mídia corrupta e financiado pelas grandes corporações. Porque será que não investigam a Globo, a RBS, a Gerdau??"

*Fonte: http://vereadoraiaracastiel13.blogspot.com.br/ 

Por que a Globo é golpista…

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Por Caco Schmitt, jornalista que cita a jornalista Hildegard Angel: “serviçais do golpe não merecem ser chamados de jornalistas”.
1 – PORQUE TROCOU O JORNALISMO PELA PROPAGANDA NAZISTA: a Globo usa táticas nazistas de propaganda para manipular a verdade. O ministro da Propaganda do Reich de 1933 a 1945, Joseph Goebbels, dizia: “de tanto repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”, ou seja: “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. A Globo, por deter a maior audiência do Brasil, usa seus veículos para criar a “verdade que lhe interessa”. Manipula fatos, esconde manifestações contrárias a sua ideologia e usa uma concessão pública não a favor do interesse público e a favor da verdade como estabelece a concessão de um canal de tevê, e sim a favor dos seus interesses e da sua verdade.
2 – PORQUE CRIA ARTIFICIALMENTE FATOS PARA TUMULTUAR O PAÍS: ardilosamente, a Globo usa táticas grosseiras para confundir o telespectador e jogar a opinião pública contra quem ela quer. Repete, repete (Goebbels…) uma série de gravações ilegais, que nada de ilegal revelam, criando artificialmente uma impressão (tevê é basicamente uma impressão do que fica registrado) que ali existe algo de errado. E, na sua tática de propaganda nazista, usa o videografismo, as artes na tela, para aumentar a impressão. Usa de fundo das gravações a mesma arte que caracteriza a cobertura da Lava jato, onde aparecem os dutos sujos de petróleo, parecidos com canos de esgoto, estabelecendo uma falsa ligação entre dois fatos.
3 – PORQUE É CRIMINOSAMENTE PARCIAL NAS COBERTURAS “JORNALÍSTICAS”: na sua lógica de propaganda nazista, a Globo usa os fatos como bem quer e sempre a serviço do golpe. Planeja suas coberturas “jornalísticas” (propaganda nazista) de modo a repetir a sua verdade. Exemplo: se a manifestação é de direita, é o “Brasil”; se é pela legalidade, “defensores de Dilma e Lula” vão às ruas. Se alguém é contra o golpe aparece na edição como petista; se for a favor do golpe é uma pessoa responsável ou um brasileiro “revoltado”. Nas recentes manifestações de rua, cobriu até meia dúzia de gatos pingados em uma esquina qualquer desde que eles fossem contra o governo; já grandes manifestações contra o golpe como Porto Alegre (60 mil pessoas nas ruas) sequer foram mostradas ou apenas notinhas jogando sempre pra baixo o número de manifestantes. Quando na rua pessoas portam cartazes ofensivos contra as autoridades, a imagem é em close, bem pertinho e com áudio; quando é contra o golpe, não existe close nem áudio. Cabe aqui citar, porque bombou nas redes sociais, o post da artista Leandra Leal: “GloboNews estou trabalhando e assim como domingo e ontem queria acompanhar as manifestações, cadê a cobertura ao vivo?” (...)
CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Blog RS Urgente)

domingo, 20 de março de 2016

SEGUEM AS BAIXARIAS DO EXPRESSO/NOVA PAUTA...


O 'humor' do Expresso/NP
BUENO SENTA A PUA NO JOÃO 'PIG' LEMES (EXPRESSO/NOVA PAUTA)



'RECADO A JOÃO LEMES'

Pois o JL voltou à carga contra o PT e o Bueno, particularmente. Nenhuma novidade...

Como vimos antes, o ex-vereador petista Antônio Bueno, pré-candidato a prefeito pelo PT santiaguense, indignou-se com a série de ataques, baixarias {como bem demonstra a montagem acima extraída do NP} e provocações realizadas pelo diretor-proprietário do jornal(eco) Expresso Ilustrado e do site (?!) Nova (?) Pauta contra o PT, a Presidenta Dilma, o ex-presidente e atual ministro Lula e demais petistas - e 'pegou pesado' em seu face. Veja:

"Na última edição do Jornal Expresso Ilustrado vocês atacam o PT de forma vil e desonesta, exalam ódio, rancor, preconceito, caluniam e agridem. Uma atitude covarde de quem não permite o contraponto, não permite nenhuma manifestação Petista; por que será João, vocês tem medo do nosso Partido ou vocês sabem que não estão caminhando com a Verdade? Vocês se pautam em denúncias e não em provas concretas, sabem que suas afirmações são facilmente desqualificadas por qualquer um de nós.

Já nesta semana no teu Blog Nova Pauta o ataque é dirigido a mim, paparica meus possíveis adversários, buscando "qualidades" para enaltecê-los; à mim está reservado aquilo que entendes como desabonador. Porém, esqueces de dizer que estive na primeira bancada do PT em Santiago, não diz que já tive a coragem de ser Candidato a deputado, não numa campanha localizada mas que se espraiou no Estado; não lembra que fui e sou reconhecido como um dos melhores vereadores da história do nosso parlamento pela qualidade do trabalho, pela capacidade de dialogo, pela tenacidade de minhas intervenções e pela harmonia que tinha com meus pares, não diz que na eleição passada a prefeito, apesar da dificuldades, dobrei o desempenho de qualquer petista na disputa majoritária. 

(...) Sei que tuas ações não são impensadas, ela tem objetivos meramente mercantis, sabes que com o PT não terás o retorno financeiro que almeja, mas isto fará que teu Jornal e teu Blog se torne mero porta-voz do anti-petismo, acho que vocês não tem essa necessidade, sempre nos colocamos à disposição de toda a imprensa Santiaguense.

Democratize, permita que as pessoas se apropriem da verdade, seja mais plural." (Antônio Bueno, via face)

*PiG: Partido da Imprensa Golpista
...

-Dias atrás a advogada e Secretária Geral do PT local, Adriana Castiel,  já tinha detonado com o Expresso/Nova Pauta. CLIQUE AQUI para ler.

sábado, 19 de março de 2016

Vazamentos da PF: Acabou o “me engana que eu gosto”. Polícia pra valer é polícia que cumpre a lei. Porque, como diz muito bem Aragão, “O Estado não pode agir como malandro”

Ministro da Justiça, Eugênio Aragão

A diferença entre um Ministro da Justiça e um bobo pomposo

Da entrevista dada à Folha pelo Ministro da Justiça Eugênio Aragão, ex-vice chefe do Ministério Público, para que fique bem claro que ser republicano não é ser omisso, mas respeitar tanto a lei que não admita vê-la descumprida:
O sr. identificou abusos na Lava Jato em relação à PF?
É difícil divisar no Paraná [onde ocorre a investigação] quem é quem. O próprio uso da delação premiada tem pressupostos. No Direito alemão, a colaboração tem de ser voluntária. Se houver dúvida sobre essa voluntariedade, não vale. Na medida em que decretamos prisão preventiva ou temporária em relação a suspeitos para que venham a delatar, essa voluntariedade pode ser colocada em dúvida. Porque estamos em situação muito próxima de extorsão. Não quero nem falar em tortura. Mas no mínimo é extorsão de declaração. Se a gente tolera que o grandalhão vai para cadeia enquanto não resolve abrir a boca, então o pequeno pode ir para o pau de arara.
E o vazamento de delação, preocupa?
Aí nós temos uma atitude criminosa, porque quem vaza a delação está querendo criar algum tipo de ambiente.
Mas esse vazamento pode vir da própria polícia…
Estou falando de polícia, Ministério Público, do juiz, e eventualmente do advogado. Mas o advogado tem uma vantagem: não é agente público. Mas os agentes públicos têm código disciplinar. O Estado não pode agir como malandro. A minha grande preocupação é com a qualidade ética desses agentes. Se vaza, é coisa clandestina. Se vaza, esse agente está querendo atribuir um efeito a esses atos públicos, que são essas delações.
Mas poderia o ministério punir algum agente que vazou?
A primeira atitude que tomo é: cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe. Agora, quero também que, se a equipe disser “não fomos nós”, que me traga claros elementos de quem vazou porque aí vou ter de conversar com quem de direito. (Nota do Tijolaço: no caso do MP, com Rodrigo Janot) Não é razoável, com o país num momento de quase conflagração, que os agentes aproveitem esse momento delicado para colocar gasolina na fogueira.
A saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça, como se vê, preenche uma lacuna na República brasileira. Acabou o “me engana que eu gosto”. Polícia pra valer é polícia que cumpre a lei. Porque, como diz muito bem Aragão, “O Estado não pode agir como malandro”.
Nada a acrescentar.
*Via http://tijolaco.com.br/

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ato pela Democracia e contra o golpe leva milhares à Esquina Democrática de Porto Alegre/RS



Porto Alegre/RS - Sul21 - Milhares de pessoas tomaram a Esquina Democrática e seus arredores no fim da tarde desta quinta-feira (18) para defender a democracia, o mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT) e denunciar a tentativa de golpe em curso no país. O ato de Porto Alegre chegou a unir 50 mil pessoas, as quais representavam diversos movimentos sociais, além de sindicatos, estudantes, trabalhadores, representantes de partidos e população em geral. Após a mobilização, eles caminharam pelo Centro, seguindo pela Avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares.
Embora mobilizado também por militantes do PT e do PCdoB, o ato não foi focado na defesa especificamente de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT, mas teve como mote a necessidade de se manter a legalidade e evitar o impeachment. Aos gritos de “não vai ter golpe, vai ter luta” e “não passarão, não vão rasgar a nossa Constituição”, os manifestantes ainda criticaram o Judiciário e a imprensa, especialmente aRede Globo e sua afiliada RBS. Uma das maiores faixas do ato continha os dizeres “mídia golpista”, com o símbolo da Rede Globo no lugar da letra “o”.
Dentre as bandeiras, além dos dois partidos, estavam ainda do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), do movimento de mulheres, de centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central de Trabalhadores do Brasil (CTB) e o Movimento Sem Terra (MST), que vieram após 13ª abertura oficial da colheita do arroz agroecológico, que aconteceu nesta manhã no Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão.
O ato, grande demais para a esquina da Rua dos Andradas com a Borges de Medeiros, chegou às ruas Andrade Neves e Sete de Setembro. Havia ainda cartazes com dizeres como “o golpe veste toga”, em alusão ao poder Judiciário, “Lula vale à luta”, “Dilma fica”, além de pessoas com camisetas em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) mencionou essa união de causas em prol da democracia, questionando: “tem muita mulher que combate o machismo aqui? Tem muita gente que combate o racismo, a homofobia?”, perguntas que foram recebidas com gritos de saudação pelos participantes. “Está lindo ver todas as cores que formam nosso país. Aqui temos homens e mulheres que lutam pelo nosso país, assim como lutaram durante a ditadura. Porque pode sim fazer oposição, o que não pode é tentar chegar no poder na base do tapetão. Por isso vai ter bandeira de partido sim, vai ter bandeira de movimento sim, porque nós somos uma democracia”, afirmou.
Dentre as frases proferidas, havia algumas como “o golpe só serve para a burguesia”, “sou brasileiro, é pra valer, não vou deixar esse golpe acontecer” e “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo“. A empresa de mídia foi criticada também pelo presidente da CUT, Claudir Nespolo: “A Globo tem que saber respeitar o resultado da eleição, o resultado democrático. E essa esquina é da democracia, por isso estamos aqui. Eles têm que ficar no Parcão mesmo, que é o lugar da elite”, criticou, em referência aos protestos pró-impeachment, que aconteceram no Parque Moinhos de Vento, bairro nobre de Porto Alegre. Para o presidente da CTB, Guiomar Vidor, os que querem o golpe são os mesmos que querem “acabar com o Bolsa Família, com os programas sociais, com os direitos dos trabalhadores”.
Para o sociólogo paulista Emir Sader, que participou do ato na capital gaúcha, “eles perderam e por isso estão apavorados. Estamos começando a mudar a história do Brasil”. O ex-governador Tarso Genro (PT) também criticou os que são a favor do impeachment, lembrando das agressões que ocorreram nos últimos dias a pessoas que usavam camisetas vermelhas ou que apoiaram a presidenta. “Vamos dar a eles uma aula de democracia, vamos mostrar que a gente resolve as controvérsias no debate político, nas eleições, na mobilização, não na agressão. Estamos defendendo o Estado democrático de direito, a presunção da inocência. Não se conquista a democracia com a proteção do [Eduardo] Cunha, do Aécio [Neves], dos jornalistas, dos corruptos e dos outros que estão atrás desse processo de impeachment”, apontou, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados e ao senador do PSDB, ambos investigados por corrupção.
Destacavam-se no ato também inúmeros manifestantes que não são militantes partidários, mas decidiram ir apoiar a democracia, como é o caso da estudante de Design de Produto da UFRGS Gabrielle Tosi. “Eu estava em dúvida se deveria vir, porque não queria necessariamente defender o PT em si. Mas decidi vir porque sou contra o golpe”, afirmou. O casal Juliana e Vinícius, pedagoga e técnico de operações, também foram ao ato para defender a democracia. Ela conta que votou em Dilma e acredita que o impeachment não seja a melhor saída. “Há um juiz que está tomado por vaidade. E a gente percebe que o Congresso não nos representa, a Câmara não está do nosso lado. O Executivo tenta barrar determinados projetos, mas enfrenta resistência”, avaliou ele.
Ao som de “Para não dizer que não falei de flores”, por volta das 19h as falas foram encerradas e os manifestantes começaram a se organizar para sair em caminhada. “Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, cantavam em uníssono, em contraste à euforia e agito de minutos antes. A música de Geraldo Vandré, hino da resistência censurada na ditadura, foi seguida por gritos de “não vai ter golpe, vai ter luta”, os quais continuaram durante toda a caminhada pela Borges de Medeiros.
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