sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Há um novo cadáver insepulto?



Por Juremir Machado da Silva*
A política brasileira é um cemitério de reputações.
Há um novo cadáver político insepulto no Planalto Central?
Eduardo Cunha queria perguntar a Michel Temer:
“Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?”
“O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?”
“Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?”
Sérgio Moro limou essas perguntas.
As respostas vieram sozinhas.
Temer vive? Ou é apenas um fantasma com faixa presidencial?
Para sobreviver ele oferece as reformas que a turma dos camarotes sempre sonhou.
É pegar ou largar.
O que vai dar? 

*Jornalista - via Correio do Povo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Lula processa procurador do powerpoint por danos morais


Medida contra Deltan Dallagnol é consequência de exposição pública do ex-presidente, em entrevista coletiva, para tentar sustentar acusação de que Lula seria "chefe da corrupção" no Brasil

Coletiva Dallagnol
O famoso power point apresentado na coletiva virou até motivo de piada nas redes sociais
São Paulo – Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, que defendem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciaram nessa quinta-feira (15) terem entrado com ação de reparação por danos morais, no valor de R$ 1 milhão, em favor do ex-presidente e contra o procurador da República Deltan Dallagnol. A ação decorre da realização da já famosa coletiva de imprensa “do power point”, ocorrida em setembro e transmitida em rede nacional.
Em nota, os advogados afirmam que “sob o pretexto de informar sobre a apresentação de uma denúncia criminal contra Lula, (o promotor) promoveu injustificáveis ataques à honra, imagem e reputação de nosso cliente, com abuso de autoridade”. Os advogados afirmam que a indenização é cabível independentemente do desfecho da ação penal gerada pela citada denúncia e que, até o momento, os 23 depoimentos das testemunhas selecionadas pelo próprio Ministério Público Federal (MPF) apontam para a inocência de Lula.
“Nenhum cidadão pode receber o tratamento que foi dispensado a Lula pelo procurador da República Dallagnol, muito menos antes que haja um julgamento justo e imparcial. O processo penal não autoriza que autoridades exponham a imagem, a honra e a reputação das pessoas acusadas, muito menos em rede nacional e com termos e adjetivações manifestamente ofensivas”, diz a nota, lembrando que a mesma coletiva já é objeto de pedido de providências perante o Conselho Nacional do Ministério Público, além de ter sido encaminhada ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O contra-ataque

Em sua página numa rede social, o ex-presidente Lula reforçou que os depoimentos das testemunhas arroladas pelo próprio Ministério Público indicam tratar-se de uma farsa “de que Lula seria proprietário de um apartamento tríplex no Guarujá, com as testemunhas comprovando que a família do ex-presidente jamais teve as chaves ou usou o apartamento, sendo apenas ‘potenciais compradores’ do imóvel, os procuradores do Ministério Público do Paraná, chefiados por Deltan Dallagnol, tinham que inventar uma nova história na sua busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios na Petrobras”.
O ex-presidente cita também a nova denúncia apresentada pelos procuradores, dessa vez relacionada ao apartamento que ele aluga em São Bernardo e um terreno. “Após um apartamento que nunca foi de Lula no Guarujá, entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde aliás o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis.”
Para Lula, os procuradores da República dão mostras de serem contra a punição do abuso de autoridade e, inclusive, do exercício do direito de defesa. “Usam de suas atribuições legais como forma de vingança contra aqueles que se insurgem contra ilegalidades praticadas na Operação Lava Jato”, afirma a nota do Instituo Lula.
“A denúncia repete maluquices da coletiva do Power Point; atropela a competência do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República ao fazer conclusões precipitadas sobre inquérito inconcluso na PGR; quer reescrever a história do País para dizer que todos os males seriam culpa de Lula; tenta atribuir responsabilidade penal objetiva, coisa completamente fora do Código Penal Brasileiro; contradiz depoimento como testemunhas (com a obrigação de dizer a verdade) de delatores ouvidos pela própria Lava Jato como Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que disseram em depoimentos ao juiz Sérgio Moro jamais terem tratado ou tido conhecimento de qualquer irregularidade ou desvio envolvendo o ex-presidente Lula. Usam delações não homologadas e rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal, como a do deputado Pedro Paulo Corrêa, em um festival de ilegalidades, arbitrariedades e inconformismo diante da realidade: mesmo com uma devassa completa na vida de Lula, não encontraram nenhum desvio de conduta do ex-presidente.”
Segundo Lula, os procuradores da Lava Jato não se conformam com o fato de ele ter sido duas vezes presidente da República e, mais do que isso, “temem que em 2018 Lula reincida nessa ousadia” – tendência que tem sido cada vez mais forte de acordo com pesquisas de opinião e que devem resultar em nova ofensiva da parceria entre esses setores do Ministério Público e os meios de comunicação contra o ex-presidente.
*Fonte: RBA - Rede Brasil Atual

Noblat é acionado na Justiça por ter afirmado que Moro vai condenar Lula em 2017


Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula interpelou Ricardo Noblat na Justiça, demandando explicações sobre mensagens que o jornalista de O Globo postou nas redes sociais nesta semana, afirmando que sabe, em primeira mão, que Sergio Moro irá prender o petista, investigado no caso triplex, no ínicio de 2017. Em outra postagem, respondendo a um seguidor que duvidou do "furo", Noblat respondeu: "Guarde e me cobre depois."
Na sequência da conversa com outros usuários do Twitter, Noblat chegou a dizer que Moro não tem outra opção se não a de condenar Lula. Ele diz que sequer dá para imaginar uma situação contrária. Questionado se essas mensagens não provariam que Moro já tem um juízo formado sobre Lula, Noblat respondeu: "Não. Sugere que ele tem elementos suficientes para condenar Lula", ainda que o processo nem tenha chegado à fase de oitiva de testemunhas de defesa.

Com a interpelação, Noblat é obrigado a reconhecer a autoridade das mensagens insinuando que Moro vai condenar Lula independente de como terminar o caso triplex. Após isso, a defesa do ex-presidente terá condições de entrar com uma queixa-crime por danos morais.(...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.

Sobre 'antas' e outros quetais...




Sobre as 'antas'  - e as postagens caluniosas

Pois ontem, 14/12, mais uma vez, o diretor do jornal Expresso e do site Nova Pauta (Santiago/RS), Sr. João Lemes, utilizou-se de "informações" maliciosas e mentirosas oriundas do site provocador e mercenário chamado "Anta.gonista" (do ex-Veja, conhecido caluniador e pseudojornalista Diego Mainardi, hoje homiziado nos EUA) para atacar covardemente o ex-Deputado Federal Paulo Ferreira (PT/RS) e os petistas locais (sempre com baixarias, insinuações maldosas, texto sofrível - para quem ostenta ser membro da Academia Santiaguense de Letras (sic) - e inverdades (aliás,  um dos seus esportes prediletos).

O santiaguense Paulo Ferreira está preso ilegalmente há mais de 5 meses por ordem do juiz Moro, com acusações - pelo menos até o presente momento - sem as devidas comprovações.  Apenas ontem, conforme informa o jornal "O Estado de S. Paulo", foi ouvido pelo referido juiz e o que disse, se for real o que saiu no jornal, também não constitui nenhuma novidade,  de que "negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é, na minha opinião, negar o óbvio". (A propósito, vide matéria abaixo sobre declarações do deputado e atual secretário da Fazenda do des-governo Sartori, Giovane Feltes, do PMDB/RS). Demonstração cabal da necessidade imperiosa de se fazer também uma verdadeira Reforma Política no pais, aliás bandeira essa que priorizei na última campanha eleitoral que participei como candidato a deputado estadual, em 2014.

Então: Paulo Ferreira não foi ainda sequer julgado, muito menos condenado, mas está preso - repito - ilegalmente, assim como outros petistas (praticamente quase só eles!), o que demonstra a parcialidade/seletividade dessa 'operação' policial/midiática/jurídica chamada Lava Jato e o verdadeiro regime de exceção que vivemos hoje no país. Mas certa mídia podre já o julgou, condenou-o e esquartejou-o moral e politicamente... 

Para o ex-Deputado e ex-tesoureiro do PT Nacional, companheiro Paulo Ferreira, assim como para o também ex-tesoureiro petista João Vacari Neto, para o ex-presidente Lula - e para tantos outros petistas acusados sem provas - vale tudo, menos  a "presunção da inocência", que dirá o princípio "in dubio pro reu" ...  e o Devido Processo Legal. Convenhamos!

Com todo o respeito que as Antas (bixo) de verdade merecem (um animal pacífico, forte, bonito, tímido, como demonstra a foto acima), quem repete sem averiguar o conteúdo de suas 'fontes', como no caso procedeu novamente, de forma irresponsável e leviana o "jornalista" Lemes, deve mesmo basear-se nos anta gonistas da vida.

Aviso aos navegantes: Não tenho ilusões que tais baixarias e ataques gratuitos (será mesmo?!!!) sejam agora interrompidos... Pelo jeito, está no dna dessas pessoas - que não visam, de fato, praticar o bom jornalismo: com sensacionalismo, puxasaquices de toda ordem, parcialidades abjetas... visam acima de tudo $$$. Isso sim é vergonha!

Mas não tenham dúvidas, isso não ficará assim. A cada 'ação', uma 'reação'. Ações, repetimos, caluniosas, mentirosas ... e reincidentes, jamais ficarão sem resposta. E é bom irem se  preparando, também, para responder por seus atos - nos canais devidos. -Voltarei mais tarde ao assunto. (por Júlio Garcia - Advogado e midioativista)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Feltes diz que declarações sobre caixa dois foram ‘fora do contexto e infelizes’


Não sou anjo e anjo não se elege, diz Giovani Feltes"

Giovani Feltes disse que se utilizou de expressões “de maneira genérica,
sem vinculação a um fato objetivo”. (Foto: Joana Berwanger/Sul21)

Por Marco Weissheimer* - A Coordenação de Comunicação Social da Secretaria Estadual da Fazenda divulgou nota à imprensa nesta quarta-feira (14) explicando declarações feitas pelo secretário Giovani Feltes durante uma palestra na Associação Comercial e Industrial de Carlos Barbosa, na última segunda-feira. O tema da palestra era a situação das finanças públicas do Rio Grande do Sul. Ao final de sua fala, Feltes falou também sobre temas relacionados ao financiamento de campanhas eleitorais e à prática de caixa dois. As declarações foram divulgadas pela jornalista Priscila Boeira, em matéria publicada no jornal Contexto, de Carlos Barbosa. Intitulada “Não sou anjo e anjo não se elege, diz secretário Giovani Feltes a empresários”, a matéria relata que, nos últimos minutos da palestra, o titular da Fazenda fez considerações sobre questões eleitorais, pedindo que a imprensa mantivesse sigilo sobre as mesmas. O relato é o seguinte (o áudio foi cedido ao Sul21 pelo jornal Contexto):
“Em off, pessoal: anjo não se elege nem vereador em Carlos Barbosa. A gente tem que tirar e afastar essa hipocrisia. Eu tenho dez eleições nas costas, 12 anos de vereador, 12 anos prefeito, 12 anos deputado estadual. Desde os 18 anos e não perdi uma eleição. Em off: [o beneficiário dizia] ‘me dá uma mão para a campanha? Eu tenho R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 50 mil, mas não coloca meu nome na tua prestação de conta’. Quem dizia que não? Precisa. Tinha que acabar um pouco com essa hipocrisia. Essa [última] campanha foi melhor, sim, mas ela beneficia quem é mais conhecido, já tem um certo desequilíbrio”.
E prossegue:
“Quem tem dinheiro de caixa dois que não contabiliza nunca? Jogou no bicho. Então eles podem eleger vocês; igrejas, de qualquer credo; tráfico, já pensaram nisso? Em off: em Novo Hamburgo elegeram um traficante para a Câmara de Vereadores e também conheço outras cidades que elegeram. Lá é dos Manos, mas deve ter alguém dos Bala na Cara em alguma cidade. E a gente não quer saber de política. Desculpa a provocação, mas todos temos um pouco de culpa”.
Na nota divulgada pela Secretaria, Feltes lamenta que “frases esparsas e sem vinculação com o tema principal” ganharam repercussão com sua publicação no jornal Contexto. Mas reconhece que “foram colocações fora do contexto e infelizes”. Segue a íntegra da nota:
Nota à imprensa
Na última segunda-feira (12), a convite da ACI (Associação Comercial e Industrial) de Carlos Barbosa, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, realizou palestra abordando a situação das finanças públicas e os desafios para colocar o Rio Grande do Sul em um patamar de equilíbrio fiscal.
 Falando por quase duas horas para uma plateia formada por empresários da cidade, o secretário tratou dos problemas estruturais do Estado, traçou uma retrospectiva histórica sobre as medidas já adotadas por diferentes governos e destacou os projetos que buscam a reforma do Estado ora em análise pela Assembleia Legislativa.
 Como tratou-se de uma explanação longa, o secretário lamenta que frases esparsas e sem vinculação com o tema principal acabaram ganhando repercussão após publicadas por um jornal local, mesmo com o alerta preliminar de que se tratavam de manifestações em caráter reservado.
 São expressões que o secretário se utilizou de maneira genérica, sem vinculação a um fato objetivo e específico.  O secretário reconhece que foram colocações fora do contexto e infelizes.
*Via Sul21 - Grifos  e edição final deste Blog.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ato unificado contra o governo Sartori reúne milhares de servidores pedindo não ao pacotaço




Por Fernanda Canofre (Sul21*)
Enquanto o Senado Federal aprovava a PEC do teto de gastos públicos (PEC 55), sem constrangimentos, por 53 votos a 16, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, servidores estaduais ligados às fundações ameaçadas de extinção pelo pacote do governo José Ivo Sartori (PMDB), professores da rede estadual e outros funcionários públicos se uniam em protesto contra as medidas de austeridade no Rio Grande do Sul.
Leia mais:
O pacote apresentado pelo governo do Estado para conter a crise prevê a demissão de 1.200 funcionários públicos, extinção de nove fundações, fim do plebiscito para aprovação de privatizações de estatais importantes como a CEEE, a Sulgás e a CRM, parcelamento do 13º por mais de dois anos, entre outras medidas que afetam diretamente aos servidores.
Em cima do carro de som, um servidor da Procuradoria Geral do Estado dizia: “O pacote vai diminuir 0,21%, isso não resolve nada. A crise do Estado é de receita, não de despesa. O governo não quer discutir isenções fiscais porque são elas que pagam campanha do governador”.
Dezenas de sindicatos estavam representados no ato unificado. Bandeiras, cartazes e camisetas defendiam as causas de cada um.
Um servidor caminhava com a camiseta da Fundação Zoobotânica e os dizeres: “A FZB não tem preço. Tem valor”. Outro servidor, com a camiseta amarela do Cpers – Sindicato dos professores estaduais – levava a frase: “Na luta pelo piso com diálogo e união”.
“Estamos com os servidores no ato, contra este pacote, mas também reafirmando que o Estado não pode ficar apartado dos poderes. [A movimentação] é um recado também para a Assembleia Legislativa que proíbe servidores de entrar na Casa onde estão os nossos interesses. Hoje é um ato para afirmar de quem é o Estado do Rio Grande do Sul, e ele é do povo”, afirmou ao Sul21 a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.
Cartazes colocados em frente à Assembleia também lembravam a questão simbólica de ela ter suas portas fechadas na data em que o Ato Institucional-5, o mais duro da época da ditadura militar, completa 48 anos. (...)
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48 anos do AI-5: Sartori conta com Parlamento fechado e Brigada na rua para aprovar pacote

Uma rotina no governo Sartori: portões de entrada da Assembleia Legislativa fechados ao público e bloqueados por grades. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)
Uma rotina no governo Sartori: portões de entrada da Assembleia Legislativa fechados ao público e bloqueados por grades. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)
Porto Alegre/RR - Por Marco Weisseimer* - No dia em que o AI-5 completa 48 anos, as portas da Assembleia Legislativa amanhaneceram mais uma vez fechadas para o povo e cercadas por grades nesta terça-feira (13). A presidente Silvana Covatti (PP) determinou a proibição do acesso do público ao Parlamento para evitar que os servidores públicos se manifestem contra o pacote do governador José Ivo Sartori (PMDB) que extingue fundações, demite servidores, privatiza estatais e muda regras para o pagamento dos salários dos servidores, entre outras medidas.
Nesta terça (13), estão programados vários atos de protesto de servidores contra o pacote, inclusive uma assembleia unificada no Largo Glenio Peres, que deverá culminar em uma caminhada até a Praça da Matriz. Os policiais civis realizam assembleia geral ao meio-dia e depois se dirigem em caminhada ao Palácio Piratini. Todos estão proibidos de entrar na Assembleia, supostamente a “Casa do Povo”. Além de fechar a Assembleia, o governo Sartori quer antecipar a votação das medidas do pacote, sem qualquer debate sobre as mesmas no Parlamento. O objetivo é começar a votar nesta quinta, com portas fechadas ao público. O pacote de Sartori parece ter uma alergia letal a povo.
*Via Blog  RS Urgente