terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Prefeito preso, governador afastado: a decadência da ‘nova política’ de Crivella e Witzel

Durante a campanha, o prefeito do Rio profetizou a prisão de Eduardo Paes. Acabou preso antes dele



Por Thais Reis de Oliveira, na Carta Capital*

No último debate antes da eleição no segundo turno, o prefeito do Rio Marcelo Crivella profetizou a prisão do adversário Eduardo Paes:

“Eu já disputei eleições contra pessoas do grupo do Eduardo, como o Sergio Cabral e Pezão, e eles ganharam. Mas ganharam mesmo? Eles foram presos. Vai ser a mesma coisa com o Eduardo Paes, ele vai ser preso.“

Paes ganhou a eleição com 64% dos votos e, por ora, segue livre. A derrota foi a maior da história de um candidato que disputou segundo turno. Nesta terça-feira 22, a poucos dias de entregar o cargo ao rival, é Crivella quem termina preso.

Crivella foi detido pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro em um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio. A investigação começou em 2018.

Seu infortúnio sela o fim de quatro anos caóticos à frente Prefeitura. Crivella foi o primeiro prefeito do Rio de Janeiro a ter as contas rejeitadas. Entre 2017 e 2019, segundo o Tribunal de Contas carioca, o endividamento total do município aumentou em R$ 17,6 bilhões para R$ 70 bilhões.

Também escapou por pouco de dois processos de impeachment. Um baseado na Operação Hades, e outro no caso que ficou conhecido como “Guardiões do Crivella”, no qual servidores nomeados pelo gabinete do prefeito e pagos com dinheiro público ficavam na porta de hospitais tentando impedir a realização de reportagens.

Na campanha pela reeleição, sobretudo no segundo turno, Crivella teve no combate à corrupção uma de suas bandeiras prioritárias. Também abusou do apoio do presidente Jair Bolsonaro. Agora, repete a sina de outro beneficiário dessa onda, o governador Wilson Witzel, afastado do cargo enquanto responde a um processo de impeachment.

O capitão comemorou o revés de Witzel como sinal de que seu governo é implacável com corruptos. Fará o mesmo agora com o bispo?

(FOTO: PHILIPPE LIMA/GOVERNO DO RIO DE JANEIRO)

*Via https://www.cartacapital.com.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

JJ Garcia Advogados Associados

 


Informamos aos nossos prezados clientes que, devido às Férias Forenses (de 21/12 a 06/01/2021) e a pandemia, nosso Escritório estará fechado. Reabriremos dia 18/01/2021.

-Excepcionalmente, contudo, poderemos atender mediante consulta com hora marcada.

*Para agendar: fone/whats 98459.5009 e/ou 99117.8355

Desejamos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo à todxs!!!!


JJ Garcia

Advogados Associados

Problemas com o Wixsite...


Prezados(as) Amigos(as):  Devido a problemas técnicos verificados no Portal O Boqueirão Online,  que editamos, estaremos retomando as postagens neste Blog, até retomarmos o funcionamento regular  do nosso Portal -  endereço https://oboqueiraoonline.wixsite.com/oboqueirao - ou viabilizarmos  um outro provedor, o que não está descartado. 

Pedimos escusas pelo imprevisto.

Att;

Os Editores

sábado, 21 de novembro de 2020

RACISMO - MATAM OS NEGROS DIANTE DE TODOS NÓS

 


Por Moisés Mendes*

Foi forte e corajosa a revolta contra a morte de João Alberto Silveira Freitas, assassinado no Carrefour em Porto Alegre. São atos de imposição do sentimento popular, em meio à pandemia, que podem abalar o racismo potencializado por Bolsonaro.

Mas a revolta virtual sempre pretende ser a mais valente de todas. Almeja ser mais efetiva até do que as mais radicais manifestações de protesto de ontem em algumas lojas do Carrefour que quase foram incendiadas.

É até surpreendente, porque o país se acostumou às revoltas virtuais. Mas e a revolta presencial, a que poderia se manifestar não depois, mas no momento de uma agressão, onde se meteu?

Convivemos com uma pergunta incômoda e recorrente: por que quase ninguém intervém quando um homem negro é jogado ao chão e espancado até morte? Por que, num espaço de circulação de muita gente, nenhum homem grita: parem.

Não um grito protocolar, mas um grito impositivo como os das indignações virtuais coletivas. Não um grito de um, mas um grito de rede social, um jogral contra crueldades e contra a morte.

Até uma tentativa de intervenção física. Mas não acontece nada.

Por que geralmente as mulheres reagem às agressões de policiais contra pobres e negros? O que há com os homens, que são incapazes de pelo menos dizer que estão incomodados com as agressões?

Há, no vídeo da violência em Porto Alegre, um momento em que alguém se sente no direito de filmar a cena, mas não de fazer um movimento para tentar impedir que a agressão continue.

Circulou este ano nas redes sociais, entre tantos vídeos com brutalidades, a agressão de um grupo homofóbico a um rapaz gay numa calçada em São Paulo. O único que reage, como se tentasse proteger seu amigo, é o cachorro do rapaz.

Os humanos não reagem. Os humanos filmam as cenas da agressão, o que é importante, mas não deveria ser a prioridade. Temos 10 pessoas filmando e nenhuma tentando impedir a violência.

O negro espancado e morto no Carrefour poderia estar vivo se os homens que viram a cena se mobilizassem em grupo para intervir. No instinto, no impulso.

Poderiam ser agredidos também? Poderiam. Certamente seriam. Mas os homens não tentam. Os homens, incluindo os americanos que viram George Floyd ser sufocado na rua, não reagem mais para impedir violências em espaços públicos.

A câmera do celular transformou todos nós não só em testemunhas (porque podemos ser testemunhas sem filmar a cena), mas em repórteres de flagrantes que irão se disseminar pelas redes sociais.

A opção pelo registro que substitui o socorro sempre foi um dos dilemas históricos do jornalismo profissional, principalmente em guerras. Há cenas clássicas sobre esse dilema, como a foto do urubu que espreita uma criança esquálida, no Sudão.

Mas o imobilismo que impede uma intervenção em casos de violência, como esse do Carrefour, é de outra natureza. Combina medo e resignação com a tentação de transformar o real em algo virtual, para que seja visto por milhões. São as tentações do documentarismo amador.

Quem leu até aqui pode estar achando que eu escrevo esse texto por achar que eu faria diferente. Nada disso. Se estivesse ali ao lado do homem assassinado, é quase certo que eu também não faria nada.

Afundamos na indignação. Somos cidadãos indignados, o que não tem grande significado, se esse não for um sentimento que leve a alguma ação. Geralmente não leva.

O indignado é apenas alguém que se conforta e se consola com a própria indignação. A indignação é o nosso analgésico. Quase não faz mais efeito, mas nos mantém enganados.

*Jornalista, Editor do Blog do Moisés Mendes (fonte desta postagem)

sábado, 14 de novembro de 2020

*JÚLIO GARCIA VEREADOR 13323 em Santiago/RS - Síntese biográfica e propostas de trabalho

 


Júlio César Schmitt Garcia é Advogado, inscrito na OAB/RS sob o nº 91.182. É Pós-graduado em Direito do Estado pelo UniRitter. Integrou a Casa Civil do Governo do PT e da Frente Popular do RS (Governo Olívio Dutra, 1999 a 2002) e o Governo Lula (2003 a 2008). De 2011 a 2012 integrou o Governo da Frente Popular do RS (Governo Tarso Genro), também na Casa Civil. No final da década de 70, participou da Resistência à Ditadura Militar, atuando no Movimento Estudantil e Sindical. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores – PT (1980) e da Central Única dos Trabalhadores, a CUT (1983). Foi membro das Direções Municipal e Estadual do PT/RS por vários anos. Na Prefeitura de Canoas/RS, governo do BOM (PT e aliados), integrou a PGM - Procuradoria Geral do Município e o Gabinete do Prefeito, na Assessoria Jurídica Especial (2014 a 2016). Foi o primeiro candidato a vereador pelo PT de Santiago (1982). Concorreu a Deputado Federal (1990) e a Deputado Estadual (2014).
Júlio Garcia, além de Advogado, é também consultor, articulista, ambientalista e midioativista. Foi um dos fundadores e membro da direção da USPAN – União Santiaguense de Proteção ao Ambiente Natural (1989). Foi sócio fundador e Diretor do Jornal Tribuna de Santiago (1991/1994) e sócio proprietário da Livraria Pasárgada. Autor do livro Cara e Coragem - Poemas (1995). Trabalhou também como Assessor Parlamentar na Câmara dos Deputados nos mandatos do então Deputado Federal Valdeci Oliveira (1997/1998) e do Deputado Federal Marco Maia (2017/2018), ambos do PT/RS. Atualmente, edita o Portal O Boqueirão Online e o Blog do Júlio Garcia. Integra a Comissão Executiva do Partido dos Trabalhadores de Santiago/RS como Secretário de Comunicação.
Propostas:
Uma vez eleito vereador, buscarei exercer um mandato propositivo, crítico, articulado e combativo que fiscalize o Executivo e, ao mesmo tempo, contribua para a conscientização, informação e politização da maioria do nosso povo – que é constantemente alvo da desinformação, das inverdades (fake news) e das manipulações produzidas pela mídia conservadora, reacionária e golpista (em particular neste momento sombrio que vivemos no Brasil, onde a Constituição da República é constantemente violentada e as liberdades, a Democracia e o Estado de Direito correm sérios riscos). #Resistir é preciso!
Meu compromisso primeiro é com os trabalhadores e com as trabalhadoras (da cidade e do campo) na luta por seus direitos; com a juventude, assim como com os setores populares sempre excluídos e marginalizados pelas ‘elites dominantes’ que querem perpetuarem-se no poder. Estarei junto com o povo nas lutas pela conquista de suas demandas mais relevantes – especialmente dos bairros e periferias -, tais como por trabalho, moradia, educação, saúde, cultura, lazer ... assim como não medirei esforços na defesa do Meio Ambiente e da Proteção aos Animais, dentre outras questões relevantes para a nossa comunidade. #Alutasegue!!!