quarta-feira, 19 de julho de 2017

Bloqueio de bens de Lula prova….que ele não enriqueceu. Veja os valores.



 bloqueio dos bens do ex-presidente Lula, explorado com tanto estardalhaço pela imprensa de direita, com orgasmos de prazer cínico (duvido que qualquer de seus editores tenha menos do que Lula, que aos 71 anos de idade tem mesmo é de conservar um guardado) deveria servir para fazer jornalismo, mesmo.

Por exemplo, comparar o que foi localizado em propriedades e depósitos de Lula com o que ele tinha, ao candidatar-se a Presidente 15 anos atrás.

Os quatro imóveis que tem são os mesmos que tinha com Marisa (aquele em que mora e dois outros, de 72 metros quadrados, no Edifício Kentucky, na Avenida Getúlio Vargas, São Bernardo. Olhei na internet e vi um igual, no mesmo prédio, para vender: R$ 370 mil. Além do terreno em Riacho Grande, onde fica o sítio Los Fubangos, ao qual passou a ir menos há alguns anos, segundo a Folha porque a segurança presidencial assim recomendou, depois que dois de seus cães foram mortos a facadas.

Você olha a casa desta turma, os ladrões públicos ou estas celebridades da TV que querem ser presidente  e sente que Lula, ainda que o triplex fosse dele, nem aos pés chegava….

E o dinheiro, os R$ 606 mil?

Bem, Lula tinha aplicações em poupança que somavam R$ 118 mil, aproximadamente, discriminadas na declaração de bens que apresentou em julho de 2002, 15 anos atrás.

Na aplicação mais mixuruca, a Caderneta de Poupança, isso daria hoje cerca de 400 mil. Num fundo qualquer, perto de R$ 650 ou r$700 mil. Pela taxa Selic, que é a que os bancos ganham do Governo, daria cerca de R$ 800 mil.

Portanto, R$ 606 mil para quem partiu, 15 anos atrás, de valores que pela poupança, equivalem a R$ 370 mil significa, nestes 180 meses, depositar R$ 600 ou 700 por mês na caderneta.

Vá enriquecer mal lá em Maricá, Lula!

PS. Aí abaixo vão as declarações de bens de Lula em 2002 e 2006. Quanto ao “sedã de luxo” ANO 2010, só dando risada. Tem um Mercedes Classe C para vender no mercado livre, lindão, 30 mil km, por R$ 52 mil. Com 45 mil, sem trocadilho, leva na hora. Ou junta um pouco mais e compra um Fiesta 1.6, zero. (...)

*Por Fernando Brito in Tijolaço

Deputado Paulo Pimenta (PT/RS) participa de debate em Santiago nesta quarta-feira


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*Deputado Federal Paulo Pimenta, do PT/RS, estará hoje em Santiago/RS

terça-feira, 18 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

DEPUTADO ESTADUAL NELSINHO METALÚRGICO ESTARÁ EM SANTIAGO NESTA QUARTA


*Da Redação

O Deputado Estadual Nelsinho Metalúrgico (PT/RS) estará em Santiago na próxima quarta-feira, 19/07, realizando uma série de atividades, dentre as quais reuniões com autoridades, correligionários, lideranças comunitárias, sindicais, bem como fará visitas à imprensa local. 

História de Lutas
Nascido em Esteio, cedo iniciou a trabalhar para ajudar sua família. Assim, aos 15 anos tornou-se metalúrgico e seguiu estudando, mesmo com sacrifícios. Formou-se em Economia pela Unisinos.

A militância política iniciou-se em Esteio, quando ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores na cidade. Em 1982, candidatou-se, pela primeira vez, a vereador por Esteio. Mudou-se para Canoas por questões profissionais e, após dez anos de lutas – muitas delas travadas no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, entidade que presidiu de 1999 a 2010 – foi eleito vereador na cidade.

Na Câmara de Vereadores, destacou-se como o presidente que devolveu recursos ao Executivo economizados no legislativo municipal, através de medidas de controle dos gastos. Com muito empenho e trabalho junto aos movimentos sociais e lideranças de todo o estado, Nelsinho foi escolhido, em 2010, para representar a classe trabalhadora na Assembleia Legislativa, tendo sido reeleito deputado estadual nas eleições de 2014.

O deputado Nelsinho Metalúrgico atua como a "voz do trabalhador" no parlamento gaúcho. Entre as atividades que participa na Assembleia Legislativa estão as comissões parlamentares. Nelsinho foi presidente da comissão de Segurança e Serviços Públicos, no biênio 2013-2014. Também participa das comissões de Assuntos Municipais, de Ética Parlamentar, Participação Legislativa e Popular, Cidadania e Direitos Humanos, Constituição e Justiça. Ainda fez parte das comissões: Externa sobre a Extração de Areia do Rio Jacuí e da Especial de Revisão e Atualização da Legislação de Segurança, Prevenção e Proteção Contra Incêndio.

Compromisso
Segundo informa o site do Deputado, "o mandato do deputado Nelsinho Metalúrgico está a serviço das pessoas, dos trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul, tanto na área urbana quanto rural. Na Assembleia Legislativa, o parlamentar tem proposto projetos de lei que garantam e ampliem os direitos trabalhistas, bem como ações preventivas à saúde do trabalhador. Apoia políticas que beneficiem a agricultura familiar e camponesa. Nelsinho atua com a perspectiva de transformar a vida das pessoas, oferecendo mais dignidade, respeito e valorização aos cidadãos."

O Deputado Nelsinho está cumprindo longo roteiro em nossa região (nesta terça estará Salto do Jacuí, Panambi, Santo Ângelo e São Borja, deslocando-s após para o Itacurubi e, na sequência, para Santiago); viajará em seguida para São Vicente do Sul, onde  participará, no início da noite, de reunião com apoiadores e lideranças do PT, seguindo após para Canoas.

A sentença de Moro: “xeque mate” e cheque sem fundos


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Por Tarso Genro* 

Quem leu a sentença do juiz Sergio Moro que condenou o presidente Lula, sem as paixões imediatistas determinadas pela luta política em curso (da qual ela faz parte), pode até compreender os elogios solidários de alguns dos seus pares corporativos que circularam com uma rapidez estranha, mas dificilmente ficará convencido que tal decisão poderia prosperar num tribunal neutro, sem o uso das “razões de exceção”, que tem pautado – até aqui –  as ações penais contra o ex-presidente. Falta de fundamentação lógica, método indutivo-analítico na apreciação dos depoimentos sem cotejamento do seu valor probatório, eleição de relevância e irrelevância de fatos, segundo uma opção já feita pela condenação, e claro viés político. Sequência do massacre midiático, patrocinado de forma consciente pela maioria da mídia tradicional, que foi guindada, inclusive, à condição de processante “ex-oficio”, através da suas manchetes arbitrárias.

Adotado este método e esta visão processual-penal, todos os réus que foram alvo de delação premiada – refiro-me aos acusados de tirarem algum proveito dos financiamentos das empreiteiras – independentemente das defesas que apresentarem, deverão ser inapelavelmente condenados. O motivo é simples: a convicção do Magistrado não precisa mais fundamentar-se no processo, mas pode emergir da convicção programada ou voluntária, fora dos autos, logo, formada no espaço da política e do contraditório partidário. Isso é válido para qualquer réu, de qualquer partido ou de qualquer empresa apontada como corruptora. A sinalização que está dada pelo STF, todavia, não é essa, pois à medida que os processos avançam sobre os protagonistas do golpe e os “defensores” das reformas, a Corte Suprema tem revalorizado os princípios da presunção de inocência, da ampla defesa e as formas não-excepcionais do devido processo legal.

Enganam-se, porém, os que pensam que o juiz Moro é um diletante em matéria jurídica, que se “equivocou” numa sentença importante. Sua eleição, pelo oligopólio da mídia, à condição de primeiro homem da lei, que instou o Supremo a mudar suas interpretações históricas, em matéria de garantias constitucionais  -para superpor as necessidades do processo político  às garantias do Estado de Direito (porque o “país tem pressa” no combate à corrupção)-  garantiram a Moro que ele passaria a ter estatuto político para dar um “xeque-mate” no país. E assim ele o fez, porque todas as alternativas que a sua sentença lega, ou prolongam a crise, ou abrem um vasto espaço para a impunidade, ou deslegitimam, ainda mais, a esfera da política, se promoverem a ausência de Lula na disputa presidencial de 18.

Primeira hipótese, “prolongam” a crise através da crise do Poder Judiciário, porque a sentença de Moro vem à luz, precisamente, quando os seus métodos de investigação e suas decisões de manutenção das prisões infinitas, começam a ser glosadas por outras instâncias, o que denuncia, portanto, a sua seletividade. Segunda hipótese, abrem um ” vasto espaço de impunidade”, porque a retorsão, eventualmente feita pelo STJ e pelo Supremo – para restabelecer as garantias da presunção da inocência e do trânsito em julgado para o cumprimento das penas – beneficiarão diretamente a próxima geração de réus, culpados ou não -originários do golpismo- que já estão sendo soltos ou ainda não foram julgados. Terceira hipótese, se a sua sentença excludente de Lula for simplesmente mantida ou agravada, qualquer Presidente eleito em 18 não vai ter nenhuma legitimidade para governar.

Assim, quaisquer que sejam as decisões adotadas pelas instâncias superiores (porque todo o processo foi um rosário de exceções e seletividades) a partir de agora  – mantendo a sentença, reformando-a para absolver Lula ou aumentando a pena –  elas reforçarão a crise política, abalarão a confiança no Poder Judiciário, mais do que já está abalada, aguçarão a radicalidade do confronto de classes no país e permitirão que a agenda nacional continue sendo controlada pelo oligopólio da mídia. O mesmo oligopólio que produziu a incriminação fascista -em abstrato- dos partidos e dos políticos, colocando  no mesmo plano, os honestos, os que usaram a tradição deformada do caixa 2 e os que viverem e sobreviveram na escola da propina e do c rime.

A sentença de Moro – fraca, condenatória sem provas e previamente decidida na esfera da difusão da informação – é um “xeque-mate” na República, que não tem uma elite política no Parlamento, capaz de resistir à decomposição, que especialmente o PMDB e o PSDB, ora promovem na nossa democracia em crise. Mas a sentença também é um cheque sem fundos, que paga um serviço à direita liberal tutora das reformas, cuja maioria no Congresso pode cair no patíbulo imprevisível dos processos sem lei ou pelo julgamento do povo soberano, que eles ludibriaram para fazer as reformas, como se estivessem preocupados com a corrupção. Um “xeque-mate”, combinado com um cheque sem fundos, que repete, como farsa, a era berlusconiana na Itália das “mãos limpas”, que se tornaram mais sujas.

.oOo.

*Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.

-Postado originalmente no Sul21 

‘Todo mundo sabia que Moro ia condenar Lula. Foi um processo inventado para condená-lo’

"Tudo isso está sendo montado para acabar com o sistema político. O objetivo maior dessa Operação Lava Jato é desconstituir o sistema político. Tem artigo escrito do Moro, tem palestra do Deltan Dallagnol, esse messiânico louco. Eles querem desconstituir o sistema político. A primeira coisa é que eles se aliaram à parte podre do sistema político para afastar e derrotar a esquerda, porque pior do que o sistema político é a esquerda, claro. Agora eles estão tentando desconstituir o resto, e começaram a brigar entre si."

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Advogado e Defensor Público aposentado
Carlos Frederico Guazzelli


Por Luís Eduardo Gomes, no Sul21*

Em “Crônica de uma Morte Anunciada”, Gabriel Garcia Márquez conta a história do assassinato de Santiago Nasar, um crime que todos sabiam que iria acontecer muito antes de ser concretizado. Para o defensor público aposentado e ex-coordenador da Comissão Estadual da Verdade, Carlos Frederico Guazzelli, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva há nove anos e meio de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro foi assim, a “crônica de uma condenação anunciada”. Para ele, o processo foi “inventado para condenar” Lula. Guazzelli diz que somente o fato de a denúncia do Ministério Público Federal – de que o ex-presidente seria dono de um triplex cujas provas mostrariam que ainda seria de posse da OAS – ter sido aceita por Moro já indicaria que o país vive um “regime de exceção”.

Em entrevista ao Sul21, Guazzelli faz duras críticas ao sistema judiciário brasileiro, segundo ele, extremamente conservador, que estaria agindo, por intermédio de juízes como Moro e de procuradores como Deltan Dallagnol, com o objetivo de desconstituir o sistema político nacional. Além disso, ironiza a frase que Moro utiliza para fechar sua sentença, de que não há ninguém acima da lei, salientando que apenas os juízes se arvoram o direito de estar em tal posição, infringindo a legislação nacional com a justificativa de defesa do “interesse público”. “Esse é um juiz arbitrário, sobre o qual já se demonstrou a prática de crimes”, diz Guazzelli, referindo-se ao próprio Moro.

Com mais de quatro décadas de advocacia e na Defensoria Pública, ele diz já não esperar mais nada do sistema judiciário nacional e pondera que a perspectiva, pelo menos a sua, é de a condenação ser mantida no Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), localizado em Porto Alegre, que ficará responsável por julgar o recurso da defesa do ex-presidente. No entanto, salienta que há uma verdadeira corrida contra o tempo, uma vez que, para Lula ficar de fora da corrida presidencial de 2018, e para evitar-se um imbróglio que coloque, por exemplo, Lula condenado em segunda instância mas com a candidatura registrada, o desfecho precisa se dar três meses antes da eleição, prazo final para o registro das candidaturas no ano que vem. (...)

*CLIQUE AQUI para ler a entrevista na íntegra.