segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Livro sobre a brutal pena de exclusão imposta a Jango

Resultado de imagem para joão goulart








Por André Pereira, no Sul21* 

Corriqueira, a omissa indiferença da mídia comercial não me surpreende mais, e há muito tempo. Mas sempre é estranho perceber como a sonegação da informação é nociva até para o ajuste de contas com nossa história.
Assim, pois, nada li, vi ou ouvi no espaço das redes de comunicação, negócios e entretenimento, privadas ou concessionárias, sobre o livro “Jango e eu. Memórias de um exílio sem volta”, escrito por João Vicente Goulart, filho do presidente da República do Brasil, João Goulart, destituído do poder constitucional obtido nas urnas pelo golpe civil e militar desfechado em 1º de abril de 1964, pelos golpistas de sempre, ameaçados por reformas estruturais aos seus privilégios e à submissão entreguista aos Estados Unidos.
Participei na noite de terça-feira (10), do lançamento do livro na Livraria Cultura, no Shopping Bourbon, em Porto Alegre, com a presença da viúva de Jango, Maria Thereza Goulart e os dois dos seis filhos de João Vicente que conheço, João Goulart Neto e Cristhopher Goulart.
Na sinopse da obra, a Editora Civilização Brasileira resume: “Aos 7 anos, João Vicente, filho de Jango e de Maria Thereza, foi, junto com a irmã Denize, testemunha e vítima das circunstâncias que levaram a família ao exílio. Agora, mais de 50 anos depois, João recupera as memórias de um período turbulento, desde a vida no Uruguai, onde foi alfabetizado, até a idade adulta. Neste inventário afetivo da família Goulart, o registro histórico se relaciona ao pessoal. A incerteza, a falta de notícias, a difícil adaptação ao cotidiano uruguaio. O terrível momento no qual ficou claro que o golpe era muito mais do que uma quartelada – e que duraria décadas. O avanço dos governos totalitários nas Américas. O fim da relativa liberdade com a queda da democracia uruguaia, no início da década de 1970, e a subsequente mudança dos Goulart para a Argentina. Os encontros com Paulo Freire, Glauber Rocha, Juan Domingo Perón, entre outros amigos ilustres de Jango. Mais do que um livro de memórias escrito pelo filho de João Goulart, este é um valioso registro sobre as consequências da perda das liberdades individuais e um lembrete para ficarmos sempre atentos aos rumos políticos do país, de maneira a assegurar a manutenção da democracia”.
De fato, é incontestável a importância do testemunho histórico para o nosso país. Tem, sim, enorme dimensão e significado para a história recente do Brasil, sobretudo porque foi elaborado por quem vivenciou, de dentro da saga dramática, esta brutal pena de exclusão imposta ao presidente, que só terminou, 12 anos depois, com sua morte no desterro, longe da terra natal, em 1976 – três anos antes de ser concedida a anistia lenta e gradual em 1979.
E reconstrói a trajetória do país, iluminando um período que estava apagado por nossa desmemória oficial.
Tenho a impressão que a crueldade do exílio imposto pela ditadura está impregnada na alma da família Goulart como está impressa na nossa história mais triste e brutal. (Por isso pedi que dona Maria Thereza, em sua elegância eterna e refinada, de blusa verde e calça branca, colocasse seu nome de próprio punho junto com o do filho, na dedicatória do meu exemplar. Ela tinha 23 anos e dois filhos quando lhe suprimiram a cidadania brasileira em 1º de abril de 1964).
Ao não sonegar a trajetória invisível até agora, de um presidente brasileiro o livro resgata todo o padecimento mas também desvela a crença insuprimível em tempos melhores que acompanhava Jango nos últimos dias de uma vida interrompida pela doença ou por circunstancias nunca bem esclarecidas. Jamais abatido pela tristeza ou pela desistência.
Em uma carta trocada com o filho, poucos meses antes de morrer, ainda escrevia sobre esperanças em “um mundo novo, com novos horizontes, com novas concepções de vida e de seus semelhantes”.
João Vicente havia escrito: “meu pai, te cuida muito pois representas muito não só para nós como para muita gente que precisa de ti no futuro”.
Jango não teve futuro, mas deixou um legado imprescindível que, no tributo impresso do filho, podemos, agora, compreender ainda melhor.
Sobretudo, sobre traição, traidores, resistência e esperança.
.oOo.
*André Pereira  é jornalista. 

Partido dos Trabalhadores: Regulamento do 6º Congresso


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"Enredo é tudo que o agronegócio não quer ouvir"


Imperatriz acerta em cheio umbigo do agronegócio

Enredo “Xingu, o clamor que vem da Floresta”, da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, fala sobre luta pela terra / Divulgação
Enredo é tudo que o agronegócio não quer ouvir
Por Alan Tygel*
Há alguns meses, publicamos neste espaço um artigo sobre a tentativa desesperada do agronegócio em salvar sua imagem perante a sociedade com a novela O Velho Chico. Na ocasião, afirmamos que o investimento na novela tentava construir a imagem de um agro-pop-tudo em oposição ao velho coronelismo. A motivação para esse esforço veio de uma percepção do próprio agronegócio de que a sociedade o associa ao desmatamento, aos agrotóxicos e ao trabalho escravo.
Em 2012, o mesmo agronegócio, representado pela Basf, comprou o samba da Vila Isabel. O (lindo, por sinal!) enredo, que tinha Martinho da Vila como um dos autores, não era sobre os agrotóxicos e transgênicos produzidos pela empresa, mas sim sobre a vida camponesa cumprindo sua missão de alimentar o povo. Por trás, havia a tentativa subliminar de associar esta linda imagem ao agronegócio.
Neste ano, é da mesma Sapucaí que vem um belo golpe na imagem do agronegócio. Depois de um ano marcado, entre outros, por ruralistas formando milícias para atacar indígenas, a Imperatriz Leopoldinense acerta com beleza e elegância o ego daqueles que se acham donos do país.
O enredo, chamado “Xingu, o clamor que vem da Floresta”, fala basicamente sobre luta pela terra. E tudo que o agronegócio não quer ouvir. (...)
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

LULA COBRA R$ 1 MILHÃO DE PROMOTOR QUE O ATACOU



Defesa do ex-presidente entrou com ação de reparação por danos morais nesta quinta-feira 12 contra o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo, em que "pede que Conserino seja condenado a pagar R$ 1 milhão a título de indenização ao ex-Presidente, levando-se em consideração a extensão dos danos causados e, ainda, a capacidade econômico-financeira do citado agente público"; os advogados apontam "a utilização das prerrogativas e do cargo de Promotor de Justiça pelo réu para causar danos à imagem, à honra e à reputação de Lula", lembram que o promotor abandonou a causa após a Justiça excluir Lula da sua esfera de atuação funcional e de postagem em que o petista é tratado como "Encantador de Burros" na página de Conserino no Facebook.

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“Exame” debocha da tragédia da classe trabalhadora em capa com Mick Jagger

Para revista da Abril, trabalhadores devem se preparar para trabalhar para sempre “sem drama”, assim como Mick Jagger



Imagem: Divulgação
Nesta quinta-feira (12), a Exame, da editora Abril, divulgou a capa de sua edição dessa semana. O cantor britânico Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, aparece em destaque com a seguinte afirmação: “O que você e ele tem em comum”. Para a revista, o trabalhador e o artista terão de “trabalhar velhice adentro.”
A publicação afirma que “trabalhar para sempre” é possível e “sem drama”. Imediatamente, a Exame foi parar entre os temas mais comentados do Brasil no Twitter, com publicações ironizando a audácia da capa.
A edição se adianta na defesa da Reforma da Previdência, que foi proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer e que dificultará muito a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. O secretário de Comunicação da CUT, Roni Anderson Barbosa, criticou a publicação.
“A Exame, com essa capa, ignora os preceitos jornalísticos e brinca com a tragédia da classe trabalhadora brasileira. Supor que um trabalhador trabalhará o resto da vida em condições de igualdade com um dos homens mais ricos do cenário musical mundial chega a ser bizarro e mostra o compromisso da mídia comercial com o governo golpista”, afirmou o dirigente.
Escrito por: Igor Carvalho - via http://cut.org.br/