Lula
faz balanço de viagem à Índia em coletiva de imprensa | Crédito: Ricardo
Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em desenvolvimento, em especial os do chamado Sul Global, para “mudar a lógica econômica” do mundo. A afirmação foi feita na madrugada deste domingo (22), momentos antes de encerrar a visita à Índia e partir para a Coreia do Sul.
Em coletiva de imprensa, Lula falou sobre as dificuldades históricas que países menos desenvolvidos têm durante as negociações com superpotências.
“Sempre defendemos que países pequenos se unam para negociar com os maiores. Países como Índia, Brasil, Austrália e outros do Sul Global precisam estar juntos, porque na negociação direta com superpotências a tendência é perder”, disse Lula.
Segundo
ele, “os países em desenvolvimento podem mudar a lógica econômica do mundo.
Basta querer. Está na hora de mudar. Falo isso com base em 500 anos de
experiência colonial, porque continuamos colonizados do ponto de vista
tecnológico e econômico. Precisamos construir parcerias com quem tem
similaridades conosco, para somar nosso potencial e nos tornar mais fortes”,
acrescentou.
Brics
Na avaliação de Lula, o Brics tem colaborado no sentido de viabilizar essa nova lógica econômica para o mundo. O bloco, na avaliação do presidente, “está ganhando uma cara”.
“É um grupo que antes era marginalizado. Criamos um banco. Tudo ainda é novo. Sei que os Estados Unidos têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria. Queremos fortalecer nosso grupo, que pode se integrar ao G20 e, quem sabe, formar algo equivalente a um G30”, argumentou.
Ele
voltou a negar que se pretenda criar uma moeda para o Brics. “Nunca defendemos
criar uma moeda dos Brics. O que defendemos é fazer comércio com nossas
próprias moedas, para reduzir dependências e custos. Os Estados Unidos não vão
gostar no primeiro momento, mas tudo bem. Vamos debater”, disse. (...)
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