quarta-feira, 2 de abril de 2025

Oposição denuncia vereadores de Porto Alegre ao MPF por apologia à ditadura militar

Mariana Lescano (PP) e Coronel Ustra (PL) defenderam o regime militar no plenário da Câmara

   Giovani Culau repudiou as falas | Foto: Fernando Antunes/CMPA

Os partidos de oposição da Câmara Municipal de Porto Alegre anunciaram que entrarão com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra os vereadores Coronel Ustra (PL) e Mariana Lescano (PP) em razão de falas durante a sessão plenária desta segunda-feira (31) que consideram configurar apologia à ditadura militar. 

Ustra, que utiliza o nome de seu familiar fazendo referência ao Cel. Brilhante Ustra, o único militar da ditadura que foi reconhecido como torturador, saudou o dia 19 de março, quando ocorreu a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que antecedeu a intervenção militar no País. Ele defendeu o período do regime militar e a anistia aos réus do 8 de janeiro. “Se em 1964 o Brasil escolheu a liberdade, hoje temos o dever de continuar essa luta”, afirmou. 

Já Mariana Lescano afirmou que o regime militar foi uma revolução democrática. “Nós temos que lembrar que foi um pedido do povo brasileiro, que não queria que o comunismo se instaurasse no Brasil”, disse. Ela afirmou ser contra o totalitarismo e a ditadura e que, “por mim existiria a proibição de ter um partido comunista no Brasil”. E ainda pediu por anistia aos réus do 8 de janeiro, afirmando que hoje se vive um regime totalitário onde, “se tu pedir voto impresso, é ato antidemocrático. Se tu criticar a suprema corte, atentado à democracia. Se tu protestar contra o governo, é golpe de estado”. 

*Com informações da CMPA. 

Os vereadores de oposição repudiaram as falas, inclusive ainda durante a sessão, acusando os Ustra e Lescano de fazer apologia à tortura ditatorial e apoiar o ato antidemocrático do 8 de janeiro. Também apontaram que as manifestações atentam contra o regime democrático e configuram crime na legislação penal brasileira. 

“As declarações desses parlamentares não são apenas um atentado à memória dos que lutaram contra a ditadura, mas também um grave desrespeito à Constituição Federal, que condena expressamente qualquer forma de apologia ao regime militar e à tortura”, diz Natasha Ferreira, líder do PT. 

Giovani Culau (PCdoB) leu o relato de uma militante política torturada durante o regime militar no Brasil, sob comando do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. “Não houve revolução em 1964, houve um golpe, que matou, torturou e cassou mandatos parlamentares, inclusive nessa cidade”. Também chamou de “nojenta” e “horrorosa” a manifestação do vereador, afirmando que não pode ser concedida anistia aos réus do 8 de janeiro, por conta dos vestígios do regime militar na sociedade.

**Fonte: Sul21

terça-feira, 1 de abril de 2025

Da ditadura ao bolsonarismo: Brasil busca por justiça após Bolsonaro se tornar réu pelo STF

 


Em meio a aniversário do golpe de 1964, país celebra decisão histórica do STF que pela primeira vez vai julgar golpistas. (...)

*CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Brasil de Fato).

Comissão de Anistia elogia declaração de Lula sobre golpe de 1964 e pede medidas educativas sobre memória histórica

 

   Lula - 18/03/2025 (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

247* - A presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Lima de Oliveira, elogiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de romper o silêncio sobre o golpe militar de 1964 e pediu para o governo implementar mais medidas de educação e memória histórica. A informação é da coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo. Desde o início de seu terceiro mandato, Lula e os comandantes das Forças Armadas evitavam fazer referências públicas ao golpe, que completou 61 anos. 

Nesta segunda-feira (31), o presidente publicou em suas redes sociais uma mensagem na qual mencionou que “ameaças autoritárias, infelizmente, ainda insistem em sobreviver”. 

Para Ana Maria Lima de Oliveira, a mudança de postura tem relação direta com os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. 

A procuradora federal aposentada defendeu que o governo adote mais políticas de memória, frisando a importância da educação para evitar a repetição de fatos como o golpe militar de 1964.

*Via Brasil 247

BLOG 'O BOQUEIRÃO ONLINE' ESTÁ DE VOLTA COM SUAS POSTAGENS

O Boqueirão Online

Blog de notícias, política, artigos, cultura, entrevistas, variedades, opiniões... y otras cositas más! (Santiago/RS e Região)  


Prezados/as leitores/as e amigos/as, depois de uma prolongada "pausa" (motivada por problemas de ordem técnica que este Blog enfrentou), estamos retornando com nossas postagens, esperando que os citados "problemas técnicos" não venham a repetir-se (pelo menos com tanta intensidade como tivemos nos meses de fevereiro e março, especialmente).

Desde já, fica aqui nosso agradecimento pela leitura e nossas escusas pela pausa involuntária.

Saudações,

Blog O Boqueirão Online

quarta-feira, 12 de março de 2025

Gleisi toma posse saudando governos do PT: ‘Nosso projeto é vencedor e vai continuar vencendo’*

 



Presidente Lula empossou ex-presidenta da sigla como articuladora política e realocou Alexandre Padilha na Saúde.

CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Blog do Júlio Garcia)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Parlamentarismo de achaque e pilhagem

 

 

No discurso de posse como presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Motta evocou nada menos que 14 vezes o nome de Ulysses Guimarães. 

Engana-se, no entanto, quem interpreta tal evocação como sinal de compromisso fervoroso do herdeiro de Cunha e Lira com a democracia e com a convivência republicana entre os poderes. E, tampouco, como sinal de compromisso com a decência pública. (...)

*CLIQUE AQUI para ler na íntegra a postagem de Jeferson Miola (via Viomundo e Blog do Júlio Garcia)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Coluna Crítica & Autocrítica - nº 238**


Por Júlio Garcia**

*TRUMP E A FÚRIA DOS PARASITAS - Pela relevância, compartilho desta feita  mais um importante artigo assinado pelo conceituado economista e mestre em linguística Jair de Souza, do RJ (via Brasil247). Leiam a seguir:

“Com a posse de Donald Trump no comando do império estadunidense pudemos constatar que, entremesclado com seus vários arroubos neocolonialistas, imperialistas e racistas, ficou evidente sua imensa fúria contra aqueles que propõem que o dólar deixe de desempenhar o papel de moeda base para o comércio internacional.

Entretanto, por mais que nos seja desagradável a ideia, somos forçados a admitir que, do ponto de vista do recém-empossado presidente, assim como dos que compartilham de seus interesses, há fundadas razões que justificam esse posicionamento.

É que Trump sabe muito bem que não há nenhuma, repetindo com ênfase para que não reste dúvidas, NENHUMA possibilidade de que os Estados Unidos mantenham sua hegemonia no mundo sem contar com a possibilidade de ter sua própria moeda funcionando como meio de pagamento aceito e válido de maneira generalizada.

Assim, para sua própria sobrevivência como capitães indiscutidos no campo geopolítico do imperialismo, é imprescindível que o dólar siga operando como essa varinha mágica que consegue transferir ao resto do mundo todos os gigantescos custos incorridos pelo império para salvaguardar seu poderio e comando.

Sem dispor desta fabulosa ferramenta, os Estados Unidos teriam que voltar a depender de seus próprios esforços produtivos para alcançar êxito na arena internacional. Como já nos aventuramos a mencionar em outras oportunidades, em termos de eficiência netamente econômica, os Estados Unidos já foram superados com larga margem por outras potências. Em comparação com a agilidade e eficiência da República Popular da China, por exemplo, a máquina produtiva dos Estados Unidos se assemelha a uma carroça puxada por cavalos capengas.

Mas, na atualidade, há dois pontos que servem de sustentáculos para a permanência dos Estados Unidos como a potência que dá as cartas na definição dos destinos da humanidade:— sua esmagadora hegemonia em termos militares, com mais de 900 bases espalhadas pelos pontos mais estratégicos de todos os continentes; e — amplíssimo controle dos meios de comunicação, o que lhes permite travar guerras informacionais (ou melhor, desinformacionais) para fazer valer o peso de seus interesses.

No entanto, os dois pontos cruciais acima referidos só podem subsistir em função de um terceiro: a possibilidade de que sua própria moeda sirva como instrumento geral para a consecução das transações econômicas realizadas entre as diferentes nações do planeta. Em consequência, é este último ponto que atua como o baluarte na defesa da supremacia estadunidense em relação a todos os demais países do mundo, a despeito de seu enorme PARASITISMO. Por isso, é inteiramente compreensível que Donald Trump se revolte contra os que ousam tocar no assunto da desdolarização da economia mundial.

Ele sabe muito bem que isto equivaleria a um chute na canela do imperialismo, uma inviabilização da sustentação financeira de toda a aparelhagem que dá aos Estados Unidos o poderio de amedrontar a seus adversários e até mesmo a seus aliados, de maneira a fazer prevalecer sempre o que mais lhes convém.

Portanto, não há motivos para não concordar com a conclusão de que Trump está certo em seu diagnóstico sobre a ameaça que paira sobre os Estados Unidos quando se insinua a necessidade de eliminar o dólar como moeda básica do comércio internacional. Para ele e para todos os que defendem a manutenção da exploração imperialista, a verdade não poderia ser mais cristalina. Agora, nossas palavras contrárias à continuidade desta aberração devem ser direcionadas ao restante do mundo, ou seja, à grande maioria da humanidade.

Somos nós os que nos devemos convencer de que não é possível haver justiça e harmonia enquanto persistir este inaceitável mecanismo de transferir para as costas dos espoliados todas as gigantescas despesas em que o imperialismo incorre para manter em funcionamento a máquina-de-morte e opressão construída com o objetivo de impor seus desígnios sobre todos os demais povos da Terra.”

...

**Júlio César Schmitt Garcia é Advogado, Pós-Graduado em Direito do Estado, Consultor, ecologista, 'poeta bissexto', articulista e midioativista. Foi um dos fundadores do PT e da CUT (Nacional e Estadual). Integrou a primeira direção da 1ª Zonal do PT de Porto Alegre e o Diretório Estadual do PT/RS. Também foi Secretário Geral do PT de Canoas/RS, assim como fundador e Presidente do PT de Santiago/RS.

-Coluna originalmente publicada no Jornal A Folha (em 31/01/2025), do qual é Colunista (circula em Santiago/RS e Região). --Charge acima via BdF