quarta-feira, 10 de abril de 2019

Enquanto isso, no RS...


*Charge do Kayser

Danilo Gentili é condenado a 6 meses de prisão por ofensas a Maria do Rosário



Denúncia foi motivada por um vídeo publicado pelo humorista nas redes sociais em 2016

 

A juíza Maria Isabel do Prado, titular da 5ª Vara Criminal de São Paulo, condenou o humorista Danilo Gentili a seis meses e 28 dias de prisão, em regime semiaberto. O caso envolve uma acusação de injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT).
 
A denúncia foi motivada por um vídeo publicado por Gentili nas redes sociais em 2016, no qual ele rasga uma intimação judicial e, em seguida, coloca o papel picado dentro das calças. (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Carta Capital)

Maluf e CCC: “Caçador de comunistas” no MEC faz Brasil voltar 50 anos atrás



*Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia

“Os comunistas são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…” (economista Abraham Weintraub, novo ministro da Educação, em palestra no final do ano passado, durante encontro de líderes de extrema direita, em Foz do Iguaçu, no Paraná).

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Começou tudo outra vez, com os mesmos discursos de 50 anos atrás.

“Maluf assume a prefeitura e fala sobre combate à ideologia marxista”: este é o título da coluna “Acervo Folha- Há 50 anos” de hoje (página A-4).

Num mesmo dia 8 de abril como este em que Weintraub foi nomeado ministro, só que em 1969, poucos meses após a edição do AI-5, Paulo Maluf disse em seu discurso de posse como prefeito nomeado de São Paulo pelo governo militar:

“A revolução não se limitou a manter a ordem pública, a restabelecer a autoridade, a combater a ideologia marxista-leninista e a punir corruptos. Ela transmitiu a confiança nas instituições democráticas”.

Cinismo à parte, o que temos agora é o mesmo discurso meio século envelhecido.

Chega a ser engraçado Maluf falar em “punir corruptos” no início da sua carreira, mas naquela época o Brasil estava sufocado pela ditadura militar e o pau quebrava na rua Maria Antonia, região central de São Paulo, onde estudantes da Universidade Mackenzie instalaram o QG do “Comando de Caça aos Comunistas”, o famigerado CCC,  em guerra com os alunos da Faculdade de Filosofia.

O mais assustador na fala de Weintraub reproduzida na epígrafe deste texto é que ela repete quase ipsis literis o que os nazistas diziam sobre os judeus em 1930, como lembrou Gerd Wenzel, colunista da Deutsche Welle, em texto reproduzido pelo portal Brasil 247. Comparem:

“Os judeus são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios”.

É a reprise de um filme de horror comemorado por Bolsonaro na semana passada. Apenas os judeus, bodes expiatórios de Hitler, em 1939, foram substituídos pelos comunistas, em 1964.

É inacreditável que, 55 anos depois do golpe militar, o novo ministro da Educação de Bolsonaro se inspire em Paulo Maluf para combater o marxismo-leninismo.

Na nota “Nome de Guerra”, o “Painel” Folha informa na mesma página: “Membros do próprio governo brincaram nesta segunda (8) com a mística que se criou em torno de Weintraub chamando-o de `caçador de esquerdistas´”.

Quem conhece bem o novo comandante do MEC conta que, perto dele, o caricato e perigoso Vélez Rodriguez, defenestrado na segunda-feira, parece um tucano da ala moderada.

Pelo seu currículo, quase todo no mercado financeiro, Abraham Weintraub (significa uva para fazer vinho), que prefere ser chamado de Abraão, tem tanto a ver com políticas educacionais quanto eu com energia nuclear de última geração.

Como Vélez, ele também é seguidor da escola de filosofia esotérica de Olavo de Carvalho, que foi consultado e aprovou seu nome. Na mesma palestra em Foz, disse o novo ministro:

“Dá pra ganhar da esquerda se os conservadores adaptassem as ideias de Olavo _ sem ser chato”.

Outra pérola do grande educador do bolsonarismo:

“Se um comunista chega com o papo ´nhoim, nhoim´, xinga. Nesse diálogo, não dar para ter premissas racionais”.

De fato, racionalidade é a última coisa que se pode esperar dessa gente esquisita da nova ordem que tomou o Brasil de assalto.

Depois não adianta vir com a história de que precisamos todos “torcer a favor do governo para o bem do Brasil”.

Só quem vive fora da realidade pode imaginar que a torcida vai tirar o Brasil do buraco em que se afunda cada vez mais.

Assim como já tem gente com saudades do Temer, “aquele grande estadista”, logo podermos sentir falta no MEC do colombiano ensandecido que não sabia falar português.

Se for assim, é melhor deixar tudo como está para não piorar ainda mais.

No lugar do chanceler do Olavo de Carvalho, o caçador de ursos, quem eles nomeariam?

Melhor nem pensar nisso.

Vida que segue.

*Grifos deste Blog . -Via https://www.brasil247.com

terça-feira, 9 de abril de 2019

PT Santiaguense realizou 'reunião aberta' do Diretório Municipal



O Partido dos Trabalhadores de Santiago (PT) realizou mais uma importante reunião aberta de seu Diretório Municipal na tarde/noite desta a quarta-feira, 04/04, na Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar (Greminho, Bairro Maria Alice Gomes). Sob a coordenação da Presidenta Iara Castiel, dentre outros pontos, os petistas discutiram sua organização interna, novas filiações, a Conjuntura Política (Nacional, Estadual e Municipal), a campanha pela liberdade do ex-Presidente Lula - perseguido injustamente e condenado sem provas num processo viciado - e as Eleições Municipais de 2020

Sobre as Eleições Municipais do ano vindouro, o PT de Santiago pretende priorizar, desde já, a construção de uma forte nominata de pré-candidatos(as) para a Câmara de Vereadores, recuperando na próxima legislatura o importante protagonismo que já teve no Legislativo Municipal. 

Em relação às eleições para o Executivo Municipal, o PT se coloca como oposição ao governo local do PP, bem como aos governos estadual (PSDB e aliados) e federal (PSL e aliados). Os petistas não descartam, ainda, o lançamento de uma candidatura própria, mas assinalam que o partido “está aberto ao diálogo” com todas as forças que se situam no “campo democrático e popular” e que queiram construir “uma real alternativa” à continuidade do conservadorismo/clientelismo (representado pelo PP e aliados) que se cristalizou ao longo dos anos no município de Santiago “com brevíssimas interrupções”, destacam. 

Para dar continuidade às discussões e viabilizar a participação de um número maior de cidadãos, decidiram priorizar atividades de Formação Política e realizar – à partir da segunda quinzena de abril – uma série de “Caravanas de Reuniões e Debates com a Comunidade” (nos bairros e distritos do município), intercalando com as reuniões de sua Executiva Municipal. (Secretaria de Comunicação do PT/Santiago-RS).

Brasil bate todos os recordes de insanidade



Exército fuzila músico com 80 tiros e repórter da Globo é ameaçado de morte

 

Por Ricardo Kotscho*

“Acho que não tem tanta notícia ruim” (Jair Bolsonaro, no domingo, ao comentar pesquisa Datafolha).

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No mesmo domingo, uma patrulha do Exército fuzilou com 80 tiros o carro em que se encontrava o músico Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, que passeava com sua família.

Por ter feito uma reportagem sobre o bárbaro crime, exibida no “Fantástico” da TV Globo, o jornalista Carlos de Lannoy, foi ameaçado de morte em mensagem enviada ao seu Instagram:

“Se você escolher falar merda e defender bandido, a escolha é sua. Seu merda! Se for errado, paga com a vida. Mexeu com o exército, assinou sua sentença! Sua família vai pagar! Aguarde as cartas”.

Pelo Twitter, o repórter denunciou a ameaça:

“Minutos depois de fazer reportagem no Show da Vida sobre mais uma morte em blitz do Exército, recebi essa ameaça no meu Instagram. Não ficará assim”.

Manchete do portal da Folha Online nesta segunda-feira:

“Esperança na economia do Brasil piora depois da posse de Bolsonaro”.

O presidente tem toda razão de reclamar de tanta notícia ruim, principalmente para ele.

O pior é que é tudo verdade. Quem ainda aguenta ver e ler tanta desgraça?

Basta pegar qualquer jornal, ligar o rádio ou a TV, dar uma olhada nas últimas notícias dos portais, e procurar algo de bom acontecendo no Brasil. Não tem.

Começar com estas manchetes mais uma segunda-feira é para desanimar qualquer cidadão.

Que dizer então dos investidores que poderiam fazer a roda da economia voltar a girar?

Em que país civilizado a polícia assiste placidamente à agressão de três trogloditas contra uma mulher, como aconteceu no mesmo domingo, na avenida Paulista?

Aonde mais, além do Rio, se vê agentes do Exército fazendo uma blitz armada de fuzis e alguém ainda ameaça de morte o repórter que cobriu mais uma tragédia carioca?

Estamos batendo todos os recordes de insanidade, com o governo de turno vivendo numa realidade virtual, e seus seguidores em guerra permanente contra a população desarmada.

Agradeço se o caro leitor ou leitora me der um bom motivo para escrever coisas mais agradáveis.

Não adianta xingar o cronista do cotidiano, nem a janela por onde ele acompanha as barbaridades que estão acontecendo nas ruas do nosso país, anestesiado pelo medo.

Nossas vidas são ameaçadas por aqueles que nos deveriam proteger.

“Ele só repete: cadê meu pai? E eu não tenho resposta”, relata o irmão do menino de 7 anos que viu o músico ser assassinado dentro do carro em que a família passeava no domingo.

O entregador Daniel Rosa, filho mais velho de Evaldo Rosa dos Santos, está revoltado com o que aconteceu, e quer a punição dos militares:

“O presidente Jair Bolsonaro disse que o Exército veio para proteger a gente e não parar tirar vidas. Quero uma resposta dele também”.

Até hoje, o Brasil espera uma resposta sobre os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle e do motorista Anderson, fuzilados um ano atrás, e de tantos outros crimes sem solução.

Vida que segue, por enquanto.

*Jornalista - Editor do Balaio do Kotscho  - via 247

Deputados têm o dever de rejeitar reforma da Previdência agora



Por Paulo Moreira Leite*

Num tempo em que o STF não demonstra a menor disposição para cumprir várias de suas obrigações fundamentais, é bom tomar cuidado com a discussão sobre o caráter constitucional da reforma da Previdência.

Numa tentativa grosseira de banalizar graves mudanças no financiamento de nosso sistema público de aposentadorias e dar legitimidade a um processo questionável e regressivo, os aliados de Bolsonaro-Guedes tentam fugir de um debate crucial que irá ocorrer por esses dias na Comissão de Constituição e Justiça. 

Num exercício clássico de retórica política, que procura transformar aberrações em eventos naturais, sugerem que se trata de um debate ritual, uma espécie de forma vazia de conteúdo. Alega-se que a discussão de fundo deve ser levada para a fase seguinte, quando o projeto de mudanças for a votação, em dois turnos, pelo plenário das duas casas.

Um repórter da Globo News já afirmou que  a Comissão de Constituição e Justiça  irá dizer "apenas" se o projeto é compatível com a Carta de 1988.

Não há "apenas" nesse debate. Vivemos num país onde a Constituição afirma, no parágrafo 3o, que um dos objetivos da "República Federativa do Brasil"é "construir uma sociedade livre, justa e solidária".

No mesmo artigo se diz que a República deve buscar "erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais ou regionais".

O  3o também determina que a República deve "promover o bem de todos". Denuncia expressamente vários preconceitos, não só de raça e origem social, mas também de "idade", fator que obviamente tem relação direta com o amparo à velhice.  

Há mais. No artigo 6o, quando lista direitos sociais de todos os brasileiros e brasileiras, a Constituição inclui a "previdência social" ao lado de "educação, saúde, trabalho, moradia, proteção à maternidade e infância".

Num mundo que naquela época  já ouvia falar dos primeiros ensaios da ruinosa capitalização individual que os Chicago boys de Paulo Guedes implantaram no Chile durante a ditadura Pinochet, o adjetivo "social" ao lado de "previdência" ajuda a lembrar que, numa Constituição nenhuma palavra -- ou mesmo vírgula -- pode ser lida como puro enfeite. 

Os artigos 3o e 6o dão forma e conteúdo a um embrião de estado de bem-estar social, que os constituintes eleitos decidiram colocar de pé. 

Num Brasil com um histórico de exclusão social e fragilidade democrática, a Constituição de 1988 é uma bem construída peça de resistência a serviço um povo que atravessou inúmeras derrotas e etapas de sofrimento sem desistir de seus direitos.  

Ao incluir inúmeras cláusulas e detalhes em seu texto, cuidado que foi motivo de sucessivos ataques conservadores que apenas preparavam o ataque final promovido pelo projeto de Bolsonaro-Guedes, a Carta de 1988 deixou claro que os direitos sociais não são clausulas optativas, nem uma mercadoria a ser barganhada nos altos e baixos das conjunturas econômicas. Tampouco podem ser questionados  ao sabor da realidade eleitoral de cada momento. Envolvem uma decisão política fundamental e permanente, que desenhou o país no qual os brasileiros e brasileiras vivem e decidiram viver após três décadas de ditadura militar e desigualdade cada vez mais profunda.   

Enquanto uma nova Assembleia Constituinte não for convocada para rascunhar uma nova Carta, nossos parlamentares tem obrigação de rejeitar todo esforço para amesquinhar e derrotar tamanha vitória da democracia em nossa história. 

Alguma dúvida?

*Jornalista - via Brasil247

ATENÇÃO 'NAVEGANTES': AVISO IMPORTANTE!





AVISO aos amigos(as) navegantes:

Por problemas técnicos, o Blog do Júlio Garcia https://jcsgarcia.blogspot.com/ e o Portal O Boqueirão Online https://oboqueiraoonline.wixsite.com/oboqueirao (que editamos) estão temporariamente sem serem atualizados.

Providências já foram tomadas para detectar o problema, que deve ser solucionado em breve (esperamos)!!!

Nesse interregno, estaremos postando neste antigo Blog, que está sendo reativado. Agradecemos a compreensão. (Júlio Garcia)