terça-feira, 8 de outubro de 2024

SANTIAGO/RS - Eleições 2024 - (Vereadores eleitos)

 


No pleito eleitoral do último domingo (06/10), em Santiago/RS, Marcelo Gorski de Matos (o Pirú) e Mara Rebelo foram eleitos prefeito e vice respectivamente [pelo PP, obtendo 15.729 votos. Vulmar Silveira Leite (MDB), ficou em segundo lugar, com 5.041 votos, seguido por Miguel Constantino Rosso Bianchini (PL), que ficou em terceiro lugar, com 4.334 votos  e Josieli Miorin (PT), que obteve 1.958 votos.] 

Ao todo, 13 parlamentares foram eleitos, representando diferentes partidos e alinhamentos políticos, sendo 6 reeleições e 7 novidades. Os partidos que mais elegeram candidatos foram o PP, com 6 vereadores, e o PL, com 3 representantes. 

Pelo PP (Partido Progressistas), foram eleitos Éldrio Machado, com 1.703 votos, Fernando Oliveira, com 1.481 votos, Mauricius Zanga, com 1.115 votos, Dionathan Farias, 1.030 votos, Haroldo Pouey, com 833 votos e Alexssandra Terra, 771 votos. Desses, Éldrio e Zanga são as novidades e os demais foram reeleitos. 

No PL (Partido Liberal), os eleitos foram Magdiel Bissaco, com 3.836 votos, Eneo Rebelo, 1.069 votos e Oziel Soares, com 592 votos. Eneo foi a novidade da sigla. Magdiel inclusive, entrou para a história do município como o vereador mais votado de todos os pleitos. O recorde anterior era do atual vice-prefeito e eleito como prefeito a partir de 2025, Marcelo Pirú, que nas eleições de 2016 havia feito 2.678 votos. 

O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), obteve uma vaga, sendo eleito Dr Ourique, com 832 votos. Também garantiu uma cadeira o União Brasil, sendo eleito o jovem Natan Cardoso, 566 votos. Ambos serão as "novas caras" no legislativo. 

O PT (Partido dos Trabalhadores), teve como eleito e também sendo novidade na câmara, Déio Crestani, com 486 votos. Já o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), também garantiu uma cadeira no legislativo santiaguense com o retorno de Diniz Cogo, 449 votos. 

*Com o Grupo de Notícias Integradas -  GNI

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

ELEIÇÕES 2024: DEMOCRACIA EM DISPUTA

 


“Dos 10 dirigentes ouvidos (sobre a hipótese de adiamento das eleições no RS) cinco manifestaram apoio à ideia e quatro disseram não ter posição firmada até o momento. Apenas a presidente do PT, Juçara Dutra, rejeita a medida” (ZH, 16/05/24, p. 9). 

Tínhamos razão: as eleições municipais de 2024 deveriam acontecer. E aconteceram! Para o PT, o saldo foi muito positivo. Elegemos prefeitos e vereadores/as para cuidar das cidades e de suas comunidades. 

Destacamos o papel das mulheres, de que são exemplo a passagem para o segundo turno da candidata a prefeita de Porto Alegre, Maria do Rosário, e a eleição de Darlene, prefeita do Rio Grande, além de muitas vereadoras. 

Fomos às urnas com nossa pluralidade e diversidade: negros/as, brancos/as, indígenas, Pessoas com Deficiência, LGBTs, juventudes, militantes de movimentos e lutas sociais.  Compreendemos a eleição como uma escolha fundamental para incidir sobre a realidade imediata da população. 

Ao mesmo tempo, sabemos da importância de relacionarmos estas eleições com o projeto nacional, representado pelo governo Lula. É uma oportunidade de combatermos as fakes news, as manifestações fascistas, o abuso do poder econômico, a criminalização da política.  Sobretudo, uma oportunidade de fortalecer a democracia e a soberania do povo brasileiro. 

Juçara Dutra Vieira

Presidenta PT-RS

*Via https://ptrs.org.br/


Não é hora para auto-engano, mas não é caso para desespero...

Ou a população está descontente com os resultados do governo ou o governo está se comunicando muito mal com a população

Presidente Lula em ato de campanha com o candidato a prefeito Guilherme Boulos e sua candidata a vice, Marta Suplicy, em São Paulo, SP, 05/10/2024 (Foto: REUTERS/Felipe Iruata)

Por Tereza Cruvinel*

As urnas falaram ontem mas não proclamaram vitoriosos absolutos ou derrotados sem salvação. Nosso próprio sistema partidário não permite tanto. Mas, para a esquerda e as forças aglutinadas pelo governo Lula, não vale tapar o sol com a peneira e ignorar as vitorias colhidas pela direita e a extrema-direita. 

E muito menos ignorar o alerta contido na grande votação dada pelos paulistanos a Pablo Marçal, ainda que seu último crime liquide com sua carreira. 

Os partidos conservadores, só com o resultado do primeiro turno, já comandarão a maioria absoluta das prefeituras do país. Até agora,  o maior vitorioso neste quesito foi o PSD, com 888 prefeituras, seguido do MDB (863), do PP (752), do União Brasil (590) e do PL (523). 

Mas também não é caso para desespero ou derrotismo no campo progressista: Boulos chegou ao segundo turno em São Paulo, mesmo em desvantagem; o PT concorrerá em outras quatro capitais no segundo turno e já garantiu 252, numa leve recuperação das perdas acumuladas, que o fizeram cair de 638 em 2012 para 182 em 2020. 

E, mais importante, são aliados do presidente Lula os dois maiores vitoriosos desta eleição: o prefeito reeleito de Recife, João Campos, do PSB, e o do Rio, Eduardo Paes, do PSD, mas apoiado por PT, PC do B, PSB e PDT. 

Por ter derrotado o bolsonarismo em seu principal território, vencendo o candidato por quem Bolsonaro mais se empenhou, a vitória de Paes ainda é mais expressiva. Embora ele não seja de esquerda e tenha sido apoiado por grupos conservadores, ele soube construir o que a conjuntura exige, a frente ampla antifascista. A frente para derrotar o bolsonarismo em sua toca, onde tem as mais espúrias alianças. 

Voltando aos números e ao que eles disseram, não pode a esquerda subestimar o fato de que, nas 15 capitais onde haverá segundo turno, o PT só concorrerá em quatro, o PSB em uma e o PDT em uma. Já o PL de Bolsonaro levou 9 candidatos ao segundo turno, o União Brasil e o MDB, quatro cada um.

Aparentemente este é um resultado catastrófico para o presidente da República e os partidos que lhe dão sustentação. Mas, tirando-se o PL de Bolsonaro, os outros vitoriosos são também apoiadores pragmáticos do governo Lula. E, nessa condição, mais uma vez suas bancadas valeram-se dos recursos públicos, através de emendas orçamentárias, par irrigar as bases eleitorais e reproduzir o mando local, elegendo prefeitos de seus partidos, que os ajudarão a se reeleger em 2026. Esta é a engrenagem que está por detrás dos resultados de ontem. 

A rigor, as urnas falaram sobre mais do mesmo, sobre o que temos sido e continuaremos sendo: um país estilhaçado, que segue dividido sem que um dos lados tenha a hegemonia ou esteja subjugado. Em que o governo federal, com toda a força que devia ter,  não é associado a um partido ou coalizão,  mas a um cozido de siglas pautadas por interesses e não por qualquer programa. 

Eleição municipal é uma coisa, presidencial é outra, dizem os políticos. Isso verdade até certo ponto. Quando os partidos que sustentam o governo federal levam a pior numa eleição municipal, alguma coisa está fora do lugar. Ou a população está descontente com os resultados do governo ou o governo está se comunicando muito mal com a população. Não estou falando de campanhas ou de marketing, mas de se fazer entender mesmo. 

Esta é uma reflexão que Lula e seus aliados terão que fazer depois do segundo turno.

*Jornalista - via Brasil247


sábado, 5 de outubro de 2024

Sobre as Eleições deste Domingo - (Coluna Crítica & Autocrítica - nº 233)*

 


Por Júlio Garcia** 

*REFLEXÃO SOBRE AS NOSSAS ESCOLHAS NAS ELEIÇÕES DESTE DOMINGO - À véspera de mais uma importante eleição municipal, é necessário que façamos as devidas reflexões (e escolhas corretas) sobre o perfil político/ideológico de quem queremos para governar (e legislar) em nossos municípios a partir do ano vindouro. Nesse sentido, entendo que, antes de definirmos nossas escolhas pessoais, o mais correto é analisarmos previamente o perfil, a história, a linha político/ideológica e o programa de governo do partido (e dos/as candidatos/as) em quem pretendemos votar. 

Precisamos analisar detalhadamente antes da decisão se o partido e o(a) candidato(a) que temos maior ‘simpatia’ tem compromisso real com os setores populares (ou com os ‘endinheirados’ das ditas ‘classes dominantes’); se tem compromisso com a democracia, com a geração de emprego e renda – ou se pensa somente em seus interesse particulares e imediatos. Também é importante fazermos a crucial pergunta: “com quem andas, com quem te identificas politicamente?”. Isso é fundamental para que não sejamos induzidos ao erro de votar ‘por impulso’, por falta de informação em relação aos pontos acima elencados – ou até mesmo influenciados/as pelas famigeradas ‘fake news’ (mentiras). 

A política é ‘coisa séria’ – e assim deve ser tratada! - pois é através dela que as coisas acontecem (ou não) no mundo real, no país, no estado, no município, nosso grupo social, nas nossas famílias ... enfim, é ela que tece nossos destinos também enquanto cidadãos. Pense nisso! 

A propósito, é bom recordar (ainda mais neste momento) o conteúdo (e os ensinamentos) contidos no poema ‘O Analfabeto Político’, do grande poeta alemão Bertold Brecht (que continua atualíssimo): 

“O pior analfabeto É o analfabeto político, Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. 

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. 

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. 

Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

... 

**Júlio César Schmitt Garcia é Advogado, Pós-Graduado em Direito do Estado, Consultor, ecologista, dirigente político (um dos fundadores do PT e da CUT, ex-Presidente do PT de Santiago/RS), 'poeta bissexto', articulista e midioativista. - Coluna originalmente publicada no Jornal A Folha (do qual é Colunista, que circula em Santiago/RS e Região) em 04/10/2024.

*Via Blog do Júlio Garcia

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Onde há fumaça, há boi: estados líderes na pecuária concentram maior número de incêndios, mostra estudo

 

Registro de fazenda na Amazônia durante invenstigação para elaboração de estudo - Foto: Mercy For Animals

Dados levantados pela ONG Mercy For Animals mostra relação entre expansão da fronteira agrícola com avanço do fogo. (...) 

*CLIQUE AQUI para ler a íntegra da postagem do jornalista Lucas Weber no BrasildeFato.