quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PT: Tática Eleitoral para 2012

Tática eleitoral: PT reafirma prioridade para candidaturas próprias em 2012


Resolução política aprovada  pela Comissão de Acompanhamento Eleitoral do PT deliberou, entre outros pontos, que a prioridade do partido em 2012 será ter candidatura própria no maior número de cidades possível.

A comissão ainda aprovou calendário que inclui um encontro nacional de prefeitos e prefeitas do PT em fevereiro do ano que vem, em Brasília, e uma Conferência Eleitoral Nacional em abril, em Salvador, na Bahia.

Também foram designados dirigentes para acompanhar de perto as movimentações nos Estados. São eles:

Centro-Oeste, mais Tocantins, Acre e Rondônia: Renato Simões e Geraldo Magela.
Nordeste: José Guimarães e João Paulo Lima
Amazonas, Amapá, Pará e Roraima: Jorge Coelho
Rio de Janeiro e Espírito Santo: Iole Ilíada
Minas Gerais: Maria Aparecida de Jesus e Carlos Henrique Árabe
São Paulo: Paulo Frateschi e Elói Pietá
Sul: Paulo Ferreira e Elói Pietá

Leia abaixo a íntegra da resolução:

A Comissão de Acompanhamento Eleitoral do PT, reunida nesta sexta-feira (14) em São Paulo, aprovou a seguinte resolução sobre tática eleitoral para 2012:

1. Fortalecimento do PT
Nas eleições de 2012, nosso objetivo central será garantir o crescimento e o fortalecimento do PT, lançando o máximo possível de candidaturas próprias;

2. Unidade
É fundamental garantir a unidade interna, buscando acordos que evitem realização de prévias onde houver mais de um pré-candidato;

3. Definição de candidaturas
As estratégias regionais devem ser pensadas em consonância com esta orientação nacional. Deve-se, no entanto, evitar candidaturas sem consistência eleitoral suficiente para aspirar bons resultados já nestas eleições.

4. Política de alianças
Levando em conta as observações anteriores, o PT se manterá aberto a alianças locais com os partidos da base de sustentação do governo federal, conforme definido no 4º Congresso Extraordinário do PT. A próxima reunião do Diretório Nacional irá regulamentar as relações políticas com partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS), com os quais não constituiremos chapas;

5. Acordos políticos
A definição da tática para as eleições de 2012 deve levar em conta eventuais composições em disputas de segundo turno. As perspectivas para 2014 podem ser consideradas, porém dentro de uma análise mais ampla da conjuntura e com acompanhamento nacional.

6. Prioridades
Sem prejuízo do acompanhamento em demais localidades, a prioridade do PT para 2012, além das prefeituras que hoje o partido governa, serão as capitais e os municípios com mais de 150 mil eleitores. Dentre estes, o PT irá definir quais as cidades que terão monitoramento nacional mais intenso. O PT também vai acompanhar com especial atenção cidades onde forças locais trabalham para o isolamento do partido.

7. Movimentos sociais
A comissão irá fazer um mapeamento da relação do PT com os movimentos sociais nas principais cidades e regiões do país, reafirmando nosso compromisso histórico com esses setores e recolhendo contribuições para a construção de programas de governo.

Comissão de Acompanhamento Eleitoral do PT

São Paulo, 14 de outubro de 2011.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Gravataí/RS


A história do prefeito interino de Gravataí que foi demitido de hospital, acusado de furar a fila do SUS

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“Os fatos em relação aos quais o autor foi acusado dizem respeito à intermediação de consultas e exames junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), de forma a privilegiar o atendimento de amigos e parentes, em detrimento dos que aguardavam a ordem de atendimento”.

O trecho acima foi extraído da sentença proferida pelo desembargador Fabiano de Castilhos Bertolucci, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em 23 de julho de 2009. O “autor” a que se refere o magistrado é o vereador do PMDB, Nadir Flores da Rocha, o homem que, recentemente, conduziu o processo de cassação da prefeita Rita Sanco (PT), em Gravataí e que assumiu o lugar dela. Ou seja, é o atual comandate do Executivo gravataiense.

Em 2004, a direção do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) recebeu uma denúncia: o funcionário do setor de Arquivo do Hospital Fêmina, Nadir Flores da Rocha, que também era vereador em Gravataí, estaria furando a fila do SUS para privilegiar amigos, parentes e eleitores. A direção do GHC abriu uma sindicância. Alguns dos depoimentos:

“…rotineiramente, o funcionário Nadir se ausenta do setor, dentro do horário de expediente, sem autorização, a fim de encaminhar pacientes para consultas e exames. A conduta do funcionário causa diversos problemas dentro do setor (arquivo), causa descontentamento e queixas por parte dos colegas, uma vez que o mesmo deixa de fazer o seu trabalho…” (do chefe de Nadir no Setor de Arquivo).

“…Nadir se ausenta do setor frequentemente a fim de encaminhar os pacientes que procuram por ele. O setor não pode contar com o serviço do colega pois este tem um desempenho fraquíssimo…” (de um colega de Nadir no Arquivo).

“…logo que o Nadir veio cedido para o Hospital Fêmina solicitava, durante o seu horário de trabalho, que fossem gerados boletins de atendimentos para pacientes. Ele trazia nomes de pacientes anotados em papéis, solicitando que fossem gerados boletins de atendimento sem que os pacientes estivessem presentes. As vezes, ao solicitar os boletins, Nadir indicava o CRM do médico para que constasse no boletim…” (de uma auxiliar administrativa do Hospital Fêmina)

“…Nadir solicitou que gerasse boletim de atendimento, sem estar acompanhado de paciente, tendo indicado o CRM de uma médica pediatra que estava dentro do Arquivo Médico…” (de outra auxiliar administrativa do Fêmina)

“…quando Nadir estava acompanhado de pacientes, sempre deixava claro para os mesmos que era ele quem estava intermediando o procedimento, ou seja, que a marcação da consulta ou a solicitação de exames estava ocorrendo por causa da atuação dele… sempre se mostrando grosseiro e autoritário…” (mais uma auxiliar administrativa)

“…várias vezes o funcionário (Nadir) me fez pedidos para que atendesse pacientes encaminhados por ele mas diante do excesso de pacientes encaminhados por Nadir, procurei o senhor Alvarim (Chefe de Nadir) e solicitei que tomasse providências no sentido de que fosse coibida a ação de Nadir, para evitar que ele conseguisse emitir boletins de atendimento…” (de um médico do hospital)

Nadir foi chamado a depor no dia 1º de julho de 2004 mas negou-se a responder qualquer pergunta. Disse apenas que havia comparecido para buscar cópias de documentos que entregaria ao seu advogado. A sindicância teve o cuidado de ouvir, também, alguns dos pacientes privilegiados por Nadir. Eles confirmaram tudo. Assim, a conclusão não podia ser outra que não sugerir a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar que resultou na demissão de Nadir por justa causa. Ele ainda tentou, junto à Justiça do Trabalho, reverter a demissão, exigiu horas-extras e alegou perseguição política. Perdeu todas.

Mesmo assim, Nadir reelegeu-se vereador em Gravataí em 2008 pelo PMDB e tornou-se presidente da Câmara Municipal. Nesta função, com a cassação de Rita Sanco, foi este homem, com este currículo, que assumiu a prefeitura de Gravataí.

Sim, Gravataí tem hoje na Prefeitura, um homem que furava a fila do SUS. E, pior, tudo indica que fazia isso para conseguir votos. Um homem cuja prática no serviço público parece ser a de favorecer os amigos em detrimento dos que realmente mais precisam. Um homem que, ao desorganizar o Sistema Único de Saúde, pode ter comprometido a saúde (e a vida) de muita gente que esperava por sua vez de ser atendida. Foi a este homem que se aliaram partidos como o PV, o PSB, o PP e o PTB. E se aliaram para cassar uma prefeita de quem jamais alguém ousou sequer supor que tomasse para si um centavo do dinheiro público.

Rita, a prefeita legítima que teve a função surrupiada por um golpe, é uma professora que, enquanto Nadir furava a fila do SUS no GHC, seguia fazendo política limpa e lutava, transparentemente, para defender sua categoria e a população mais pobre de Gravataí. Rita é uma mulher que, justamente por nunca cogitar práticas hediondas como furar a fila do SUS, foi incapaz de acreditar que, contra ela, se ergueriam calúnias capazes de justificar a perda de seu mandato. Foi esta a Rita que perdeu o lugar na prefeitura. Porque Nadir, mais uma vez, furou a fila. (Maneco - via Blog RS Urgente)http://rsurgente.opsblog.org/

domingo, 30 de outubro de 2011

Lula

Em nota, presidenta Dilma Rousseff deseja rápida recuperação ao ex-presidente Lula

Nota Oficial A presidenta Dilma Rousseff divulgou hoje (29) nota à imprensa em que deseja a “rápida recuperação do presidente Lula”. No texto, ela diz que como “Presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora” estará ao lado dele com apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo.
Leia abaixo a nota oficial.
Em meu nome e de todos os integrantes do governo, junto-me neste momento ao carinho e à torcida de todo o povo brasileiro pela rápida recuperação do presidente Lula.
Graças aos exames preventivos, a descoberta do tumor foi feita em estágio que permite seu tratamento e cura. Como todos sabem, passei pelo mesmo tipo de tratamento, com a competente equipe médica do Hospital Sírio Libanês, que me levou à recuperação total. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula.
O presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. Tenho certeza de que, com sua força, determinação e capacidade de superação de adversidades de todo o tipo, vai vencer mais esse desafio. Contará também, para isso, com o apoio e a força de D.Mariza.
Como Presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei a seu lado com meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Entrevista ao Portal IG

“Foi uma decisão política”, diz autor de ação contra exame da OAB

João Volante afirma que ficou surpreso com o voto do relator Marco Aurélio Mello e vê lobby da Ordem no Supremo

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

STF julga amanhã o #ExamedaOAB


Supremo julgará amanhã o exame da OAB

Último Segundo - O Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar na próxima quarta-feira (26) a legitimidade do Exame de Ordem, prova nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplicada a bacharéis, que concede aos aprovados o registro obrigatório para exercer a advocacia. A Corte recebeu um Recurso Extraordinário de João Volante, bacharel em Direito, que questiona a constitucionalidade do exame.

A polêmica envolvendo estudantes, bacharéis e juristas contrários ao exame e a OAB foi tema de uma série especial de reportagens do iG. Os principais argumentos usados contra a seleção são que ela seria inconstitucional – o artigo 5º da Constituição Federal garante a liberdade do exercício da profissão – e o fato dela não ser uma lei federal e sim resolução da OAB, baseada no estatuto da entidade.

O relator do caso, o ministro Marco Aurélio, pediu um parecer ao Subprocurador da República Rodrigo Janot Monteiro de Barros. A avaliação de Barros foi contrária ao Exame de Ordem. Segundo ele, “atribuir à OAB o poder de selecionar advogados traz perigosa tendência”. Entre os argumentos, o procurador alega que para ser essencial, o exame deveria qualificar e não selecionar. (...)
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

'O odor do sangue...'


 

 

 

 

Por Mauro Santayana

Diante da imagem de Kadafi trucidado, e dos aplausos de Mrs. Clinton e de dirigentes franceses, ao ver o homem seminu e ensangüentado, recorro a um testemunho indireto de Henri Beyle - o grande Stendhal, autor de Le Rouge e le Noir - de um episódio de seu tempo. Beyle foi oficial de cavalaria e secretariou Napoleão por algum tempo. Em 1816, em Milão, Beyle ficou conhecendo dois viajantes ingleses, o poeta Lord Byron e o jovem deputado whig John Hobhouse. Coube a Hobhouse relatar o encontro, no qual Beyle impressionou a todos os circunstantes, narrando fatos da vida de Napoleão. São vários, mas o que nos interessa ocorreu logo depois da volta do general a Paris, em seguida à derrota em Moscou. Durante uma reunião do Conselho de Estado, da qual Beyle foi o relator, descobriu-se que Talleyrand havia escrito três cartas a Luís de Bourbon, que restauraria, dois anos mais tarde, o trono. As cartas, que se iniciavam com o reconhecimento de vassalagem, no uso do pronome “Sire”, revelavam que o bispo já conspirava contra o Imperador. Os membros do Conselho decidiram que Talleyrand devia ser castigado com rigor – ou seja, condenado à morte. Só um homem, e com a autoridade de “arquichanceler” do Império, Cambacérès, se opôs, com voz firme: Comment? toujours de sang? Napoleão, que estava deprimido com as cenas de seus soldados mortos no campo de batalha, ficou em silêncio.

O sangue que se verteu no século passado devia ter bastado, mas não bastou. Iniciamos este novo milênio com muito sangue e a promessa de novas carnificinas. O cinismo dos que exultam agora com a morte de Kadafi, ao que tudo indica linchado pelos seus inimigos, após a captura, dá engulhos aos homens justos. Os que levaram a ONU a aprovar os bombardeios brutais da OTAN contra a população líbia haviam sido, até pouco tempo antes, parceiros do coronel na exploração de seu petróleo, indiferentes a que houvesse ou não liberdade naquele país. Mas Kadafi não era apenas o ditador megalômano, que vivia no luxo de seus palácios e que promovia festas suntuosas para o jet-set internacional. Ele fizera radical redistribuição de renda em seu país, mediante uma política social exemplar, com a criação de universidades gratuitas, a construção de hospitais modernos e com a assistência à saúde universal e gratuita. Quanto à repressão, ele não foi muito diferente da Arábia Saudita e de outros governos da região, e foi muito menos obscurantista para com as mulheres do que os sauditas.

Apesar das cenas horripilantes de Sirte, que fazem lembrar as de Saddam Hussein aprisionado e, mais tarde, enforcado, além das usuais que chegam da África, há sinais de que os homens começam a sentir nojo de tanto sangue. É alentador, apesar de tudo, que o governo de Israel tenha aceitado acordo com os palestinos, para a troca de prisioneiros. É também alentador que os bascos hajam renunciado à luta armada e preferido o combate político em busca de sua independência. E é bom ver as multidões reunidas, em paz, em todos os paises do mundo, contra os ladrões do sistema financeiro internacional – não obstante a violência, de iniciativa de agentes provocadores, como ocorreu em Roma,e a costumeira brutalidade policial, na Grécia, na Grã Bretanha e nos Estados Unidos.

Há, sem dúvida, os que sentem a volúpia do cheiro de sangue, associado à voracidade do saqueio. A reação atual dos povos provavelmente interrompa essa ânsia predadora dessas elites européias e norte-americanas – exasperadas pela maior crise econômica dos últimos oitenta anos e ávidas de garantir-se o suprimento de energia de que necessitam e a preços aviltados.

É preciso estancar a sangueira. O fato de que sempre tenha havido guerras não significa que devemos aceitá-las entre as nações e entre facções políticas internas. Como mostra a História, o recurso às armas tem sido iniciativa dos mais fortes, e diante dele só cabe a resistência, com todos os sacrifícios.

No fundo das disputas há sempre os grandes interesses econômicos, que se nutrem do trabalho semi-escravo dos povos periféricos, como se nutriram grandes firmas alemãs, ao usar judeus, eslavos e comunistas, como escravos, em aliança com Hitler.

A frase é um lugar comum, mas só o óbvio é portador da razão: os que trabalham e sofrem só querem a paz, para que usufruam da vida com seus amigos, seus vizinhos, suas famílias.

O odor do sangue é semelhante ao odor do dinheiro, e excita os assassinos para que trucidem e se rejubilem com a morte – como se rejubilaram ontem, diante do corpo humilhado de Kadafi, a Secretária de Estado dos Estados Unidos e os arrogantes franceses. Há três dias, em Trípoli, a senhora Clinton disse a estudantes líbios, que esperava que Kadafi fosse logo capturado ou morto. Nem Condoleeza Rice, nem Madeleine Albright seriam capazes de tamanho desprezo pelos direitos de qualquer homem a um julgamento justo. Esse direito lhe foi negado pelas hordas excitadas por Washington e Paris, com a cumplicidade das Nações Unidas - e garantidas pelas armas da OTAN.

Não que Kadafi tenha sido santo: era um homem insano, e tão insano que acreditou, realmente, que os americanos, italianos e franceses, quando o lisonjeavam, estavam sendo sinceros. 

http://www.maurosantayana.com/

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O assassinato de Kadafi


 
Assassinato de Kadafi - Os terroristas "do bem"
                         Por Rafael Castilho*
 O “mundo livre” ocidental comemora o assassinato do presidente deposto da Líbia.
Kadafi não foi julgado por nenhum tribunal de seu país, ou mesmo internacional. Foi executado por rebeldes que receberam dinheiro e armas de seus aliados na OTAN.
Embora o mundo esteja farto de ditaduras, o assassinato de Kadafi não ajuda em nada a construção de instituições democráticas na Líbia. Ao contrário.
Sendo assim, o argumento de construção de uma ordem democrática na Líbia pelos países invasores, interessados em pilhar as riquezas daquele país, demonstra-se claramente mentiroso e fraudulento.
Kadafi construiu uma ditadura que se propunha a aparar (pela força) as inúmeras arestas de múltiplas identidades sociais que dificultavam a unificação do Estado líbio.
Portanto, é muito difícil que o país consiga se organizar com um poder central capaz de unificar as diferentes correntes.
É bem provável que a Líbia novamente conviva com uma nova ditadura, mas dessa vez, aliada dos países do Atlântico Norte.
E, convenhamos, não é através da execução do ex-presidente que as instituições democráticas serão sedimentadas.
Para alcançar o objetivo de depor o presidente Kadafi, os países ricos despejaram armas e dinheiro nas mãos de grupos rebeldes, agora tratados como heróis.
Mais adiante, quando estes rebeldes deixarem de ser interessantes para os planos da OTAN, imediatamente serão convertidos em terroristas.
O mesmo erro já foi cometido no período da guerra fria. Ou Bin Laden e Saddam Hussein não se fortaleceram como crias dos interesses norte-americanos?
Se os países ricos estivessem realmente preocupados com a liberdade do povo africano não teriam escravizado este povo durante séculos no maior crime da história da humanidade.
Enquanto a Líbia recebe as “bombas da liberdade”, os países do chamado chifre africano padecem na maior onda de fome dos últimos anos e convivem com sangrentas guerras civis, as quais nenhum país rico se interessa em interromper.
Os rebeldes Líbios são festejados pelo “mundo livre”, mas  os rebeldes detidos na Espanha, Inglaterra, EUA, Grécia e Chile estão na cadeia por se manifestarem contra este modelo econômico perverso, sendo tratados como bandidos.
*Via http://blogdorafaelcastilho.blogspot.com/