terça-feira, 31 de dezembro de 2024

À espera de um ano que tenha menos lacração e mais ação política

 

Deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) e Flávio Dino, ministro do STF, paradigmas do que deve ser a ação de esquerda em 2025. Fotomontagem

Por Moisés Mendes*

Desejos para o ano novo são como receitas de bolo. Faço abaixo um resumo da minha receita, que pode ter versões variadas, com uma pitada de cada coisa ao gosto de cada um, sem a pretensão de que seja um aconselhamento. 

São divagações em voz alta, que começam com o desejo de que 2025 seja um ano de menos lacração e mais ação política por parte das esquerdas. 

Menos gente gritando para que o povo saia às ruas e mais gente indo às ruas sem gritar convocações para o povo, porque isso não funciona mais, não desse jeito. 

Menos esquerdas fofos e genéricos, que se dizem defensores da democracia, sem que isso signifique muita coisa, e mais esquerdas do calibre de um Glauber Braga, que ataca o fascismo, sem a tentação de atacar Lula. 

Que 2025 tenha menos esquerdismo colegial crítico das alianças e das concessões do governo, e mais progressismo que tenha a compreensão da situação de Lula num contexto que nunca existiu antes. 

Que seja um ano de menos ataques às pautas identitárias. Menos dedo apontado para o identitarismo como desculpa para os fracassos das esquerdas pretensamente classistas. 

Que os adultos reconheçam que afastaram os jovens da política pela desqualificação da própria política. Que os jovens nos ofereçam sinais de que um dia voltarão a fazer ativismo, como fazem na Argentina, no Chile, no Uruguai, na Colômbia, na Bolívia. 

Que o inquérito das fake news seja finalmente concluído, seis anos depois, enquadrando os

empresários grandes financiadores do fascismo até hoje impunes, e não só os laranjas dessa gente. 

Que o Ministério Público diga alguma coisa sobre os 79 pedidos de indiciamento da CPI da Pandemia e não fique só na denúncia dos alquimistas da cloroquina da Prevent. 

Que os líderes endinheirados dos bloqueadores de estradas depois da eleição de Lula (não os manés motoristas) sejam finalmente identificados e julgados. 

Que as quadrilhas das emendas parlamentares sejam localizadas, dentro do Congresso e nos municípios onde prefeitos, vereadores e empresários usufruem dos milhões liberados pela turma de Arthur Lira. 

Que Flavio Dino amplie o alcance das suas ações a outros pântanos da política. Que o Conselho Nacional de Justiça não continue protelando decisões de envolvidos nos crimes do lavajatismo e em outras podridões do Judiciário. 

Que seja o ano das reparações, que não seja apenas uma repetição melhorada de 2024. Que Bolsonaro seja finalmente julgado, condenado e preso. Que ninguém determine a soltura de Bolsonaro logo depois da prisão. /

Que Folha, Estadão e Globo não escondam suas cumplicidades na próxima tentativa de golpe. Que o próximo golpe fracasse de novo pela covardia dos seus líderes. Que não um ou dois, mas todos os generais golpistas vistam seus pijamas na cadeia.  

*Jornalista - Via DCM

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Presidente Lula assina decreto que eleva salário mínimo para R$ 1.518

 


Aumento de R$ 106 em relação ao valor anterior passa a valer a partir de 1º de janeiro.

*CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Sul21)

Anotações livres sobre o companheiro Júlio Garcia (por Júlio Prates)

 


Por Júlio César de Lima Prates*

Conheci o companheiro Júlio Garcia [foto] em 1978, ainda antes da fundação do PT, que foi fundado em 10 de fevereiro de 1980.

Sempre foi um companheiro exemplar e comprometido com os trabalhadores. Não é de hoje que o conheço. Júlio Garcia é um às, sempre foi um homem raro, sempre foi, um homem sério, honrado e inabalável.

Recebi Olívio Dutra em minha casa em 1980, assim como Raul Pont, que foi meu professor de ciência política, no curso de sociologia, em 1984, mas o conheci em Santiago na mesma ocasião que Olívio Dutra, em junho de 1980, quando o suplente de vereador do PMDB, César Moura, decidiu filiar-se ao PT e chegou a usar o parlamento como vereador pelo PT.

Júlio César Schmitt Garcia Garcia tem origem e é dos raros. Admiro-o demais por sua origem e compromisso, desde cedo, ao lado dos fracos e oprimidos. Quanto ao vereador Déio, respeitosamente, sequer o conheço pessoalmente, mas desejo que siga os passos e a origem de Júlio Garcia. É um advogado raro e pai de uma psicóloga rara, que fez minhas oitivas e fez meus laudos quando  em disputa, pela minha filhinha Nina Mello Prates. Pessoa rara, Laís Garcia, tem berço e tem origem. Assim como sua mãe, Psicopedagoga Rosani Garcia, minha extraordinária amiga de décadas. Em suma, uma família rara e sempre ao lado dos fracos e oprimidos.

Júlio Garcia integrou a Subchefia da Casa Civil do governo Olívio Dutra, integrou a assessoria dos deputados federais Valdeci Oliveira e Marco Maia [PT/RS], quando presidente da Câmara Federal. Hoje, Júlio apenas advoga em Santiago e região, sendo um amoroso filho que cuida incansavelmente de sua genitora.

[Júlio Garcia foi um dos fundadores do  PT e da CUT], integrou o 1º e o 2º Governo Lula na CGTEE, também participou por dois anos no governo Tarso Genro (PT/FP, 2011/2013), a PGM do município de Canoas (2014/16) e, agora, mesmo sem integrar as atuais direções do PT [em Santiago, do qual já foi Presidente, em Porto Alegre e Canoas, nas suas Executivas e no RS, tendo integrado do seu Diretório Estadual], continua militando ativamente, contribuindo também, de forma independente , nas fileiras do DAP (Diálogo e Ação Petista), articulação supra tendencial do PT Nacional, que faz uma oposição construtiva “pela esquerda ” às direções nacional, estadual e municipal do partido.

*Júlio Prates é Advogado e Sociólogo. Autor de 6 livros, editados pelo Grupo Fronteira-Oeste/PALLOTTI. Tem 3.500 textos jornalísticos. É pós-graduado em Produção Textual, Escrita e Reescrita, Leitura e Releitura, enfocando a narrativa da linguagem jurídica na imprensa escrita. Também é pós-graduado em Sociologia

Fonte: Blog do Júlio Prates 

...

Nota do Editor: Conforme  já comentei em meu face, "O colega, amigo e companheiro Júlio Prates (mais uma vez!) nos surpreendendo no seu conceituado Blog. 'Gracias' pelo registro, em especial pelas gentis palavras, caro Júlio! Fraterno Abraço!" (JG)

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

'Faria Limer e sua mídia contra o Brasil!'

Quem tem saudade de Bolsonaro/Paulo Guedes, exceto a Faria Lima e sua mídia? Importante recordar…

Carrinho de compras no supermercado (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo)

Por Arnóbio Rocha*

Quem tem saudade de Bolsonaro/Paulo Guedes, exceto a Faria Lima e sua mídia? Importante recordar… O Brasil de Bolsonaro tinha uma manchete que seria chocante, mas foi devidamente suavizada pela mídia: “Supermercado vende pele de frango a 2,99”. Pouco depois, veio a fila para comprar osso de boi, feijão quebrado, leite com soro, yogurt transformado em “bebida láctea”, rolo de papel higiênico com rolo diminuído de 40 metros para 30 metros, depois 25 metros, pacote de biscoito (ou bolacha) de 500 g, virou 340, essas mágicas com o mesmo preço e “segurou a inflação”.

O Banco Central interveio 113 vezes no câmbio e gastou mais de 60 bilhões de dólares para segurar a moeda, ao mesmo tempo que houve ações deletérias de venda de refinarias de petróleo, o preço dos combustíveis dispararam. A venda, melhor a entrega, de fábricas do setor químico e fertilizantes, que reduziram a capacidade  a autonomia do Brasil em setores estratégicos, foram anos terríveis na economia, que sustentaram os gordos ganhos, formação de bilionários e de desemprego em massa.

Claro que não se pode esquecer como o povo brasileiro foi tratado durante a pandemia da COVID-19, todos os esforços dos governos e prefeitos das mais varias tendências políticas, se uniram para defender a população, enquanto Bolsonaro e seus ministros torpedeavam, faziam piadas, galhofas e ameaçavam esses gestores públicos, oferecia Cloroquina, ozônio retal e uma séries de picaretagens, menosprezando a ciência e a saúde pública.

A relação do Governo Bolsonaro foi a mais espúria possível, delegou ao Centrão o controle irresponsável do Orçamento e das emendas parlamentares, instituindo o “orçamento secreto”, carimbando verbas bilionárias sem controle, sem fiscalização e criou um monstruoso poder sob o comando de Artur Lira, que perdura até hoje e age contra o Brasil. Esse cenário (de miséria absoluta) é tão perto que chega a ser inacreditável como se esquece tão rápido, como se não tivesse existido, a falta de memória leva hoje ao impasse, mesmo com uma significativa recuperação econômica do Brasil, os abutres da Faria Lima e sua mídia partem para o tudo ou nada frente ao governo Lula, um governo de coalizão ampla, de salvação nacional, mesmo sendo um governo tímido com o mercado, com receio de reformas profundas, como a taxação dos bilionários, e este governo que conseguiu aprovar a reforma tributária parada há mais de 30 anos.

É vergonhoso acompanhar as manchetes criminosas da mídia no ataque a ameaça ao Governo Lula, insinuando, inclusive, que haja um descontrole dos gastos públicos, uma campanha de fakenews bem azeitada depreciou o Real frente ao Dólar de forma absolutamente irresponsável, a Folha de S. Paulo, os arautos da Ditabranda, fez editorial praticamente pedindo o fim do governo Lula, o que se tem de certeza são os ganhos especulativos, contra um novo florescer de desenvolvimento, queda acentuada do desemprego e aumento da renda.

O Brasil não merece ficar refém da Faria Lima, da Folha de S, Paulo, do Estadão e da Globo, os ministros temem o enfrentamento e aceitam a chantagem, enquanto o Brasil todo perde. Anteciparam em 2 anos a corrida presidencial, especulam sobre a saúde de Lula, atacam Haddad, por precaução, com medo de uma sucessão em que eles perderiam mais uma vez.

É preciso reagir, não aceitar que o governo caía, como fizeram com Dilma em 2015/16, emparedaram um governo honesto, de uma Presidenta pobra, querem fazer o mesmo, somam-se aos liras e pachecos e põem o Brasil sob pressão.

Até quando?

*Arnóbio Rocha é Advogado civilista, membro do Sindicato dos Advogados de SP, ex-vice-presidente da CDH da OAB-SP, autor do Blog arnobiorocha.com.br e do livro "Crise 2.0: A taxa de lucro reloaded". - Via https://www.brasil247.com/

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Gleisi corrige a Globo: 'Lula não teve direito à presunção de inocência porque foi julgado por um juiz parcial'

 


“Ao defender seu apoio à Lava Jato, a Globo esqueceu de dizer que os abusos contra ele só foram reconhecidos quando o caso chegou ao STF”, disse. (...)

Ainda: Globo censurou fala de Lula em que ele defende que ricos paguem mais imposto. (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Blog do Júlio Garcia e 247)

sábado, 14 de dezembro de 2024

Polícia Federal prende general Braga Netto

 

General Braga Netto é preso no inquérito do golpe de estado. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Braga Netto era vice de Bolsonaro na chapa derrotada em 2022. Ele é alvo do inquérito do golpe, que a Polícia Federal concluiu em novembro. A PF diz que ele tentou atrapalhar as investigações. Defesa do general ainda não se pronunciou.(...)

CLIQUE AQUI para ler, na íntegra, a postagem de Andréia Sadi (via Viomundo).

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Favorito - Lula venceria eleição de 2026 contra adversários de direita, aponta pesquisa Quaest

 

Lula e Fernando Haddad aparecem na liderança da corrida presidecial de 2026 - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito em 2026 em todos os cenários avaliados em pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta quinta-feira (12). O presidente venceria o segundo turno da disputa eleitoral caso a disputasse contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o empresário Pablo Marçal (PRTB); ou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). 

Contra Bolsonaro, Lula obteria 51% dos votos ante 35%. Enfrentando Tarcísio, a vantagem seria ainda maior: 52% contra 26%. Em disputa com Marçal, 52% para o presidente contra 26% para o empresário. Já em eventual embate com o governador de Goiás, 54% contra 20%. 

A pesquisa Quaest também avaliou a hipótese de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disputar a eleição em 2026. Haddad também venceria Bolsonaro, Tarcísio, Marçal e Caiado num eventual segundo turno. Porém, em disputas mais apertadas. (...)

*CLIQUE AQUI para continuar lendo (via BdF)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Nós todos ainda estamos aqui

 

    Filme Ainda Estou Aqui (Foto: Divulgação)

Por Emir Sader*

Vi, de novo, Ainda Estou Aqui. Gostei ainda mais do filme. 

É uma boa reconstrução do que foi aquele tempo. Creio que, com sensibilidade suficiente e contando com a extraordinária atuação de Fernanda Torres, o filme consegue alcançar um público mais amplo, trazendo uma ideia do que foi aquele período terrível – que, como vimos pelos documentos recentemente revelados – tentaram fazer retornar. 

Eu conheci a Eunice, em São Paulo, mas, para mim, ela era muito mais a mãe do Marcelinho – com quem tive a oportunidade de conviver em São Paulo – do que a protagonista daqueles dramas terríveis. Eu não tinha ideia de tudo o que ela passou e da barra que enfrentou. Os tormentos pelos quais ela passou, tentando, ao mesmo tempo em que mantinha a família, enfrentar a dolorosa experiência de buscar notícias de seu marido, enquanto recebia sempre a mesma resposta: "Desse caso, não temos informação." 

O filme, provavelmente o melhor de Waltinho, já é uma obra definitiva sobre aquele período. Não que seja uma obra histórica ou que tenha pretendido reconstruir todo o contexto da época. Mas ele recolhe um caso particular, extremamente expressivo, para transmitir, a um público mais amplo, o clima instaurado pela ditadura militar. 

Não importa se o filme, Fernanda ou Walter sejam recompensados com um ou vários Oscars. O filme, líder de público pela quarta semana de exibição nos cinemas – lotados – do Brasil, já é consagrado pela crítica e pelo público como um clássico do cinema brasileiro. E já está trilhando uma importante carreira em outros países. 

É, sem dúvida alguma, um filme político, inserido no período da ditadura militar, sem o qual nada da história contada seria possível. Mas, ao mesmo tempo, pela sensibilidade da direção de Waltinho e pela interpretação de Fernanda e de todo o elenco, é uma película dramática, humana, que reproduz, com fidelidade, um caso concreto. 

Podemos dizer que todos nós ainda estamos aqui. Seja porque muitos de nós, que vivemos aqueles tempos, mesmo feridos pelas perdas que tivemos, ainda estamos aqui. Seja porque os agentes daquele período, os militares, também ainda estão por aqui. E, como se afirma no final do filme, mesmo que os autores daquele crime tenham sido identificados, nenhum deles foi punido. 

Então, ainda estamos todos aqui, de um lado e do outro. É um filme que fazia falta. Não apenas para recordar aquele caso e contá-lo como uma belíssima narrativa, mas para mostrar como a história brasileira de hoje é a continuidade daquela. 

Vale muito a pena que todos assistam Ainda Estou Aqui. Para que todos sintam que, de alguma forma, todos ainda estamos aqui – seja pelo que vivemos naquele período ou pelo que vivemos hoje. 

Obrigado, Waltinho, Fernanda e todos os envolvidos. Só podemos agradecê-los, mantendo o filme, ainda por várias semanas, na liderança de público. E falando, discutindo, debatendo, expressando como tudo aquilo ainda está vivo em nós e permanecerá para sempre.


*Emir Sader é escritor, articulista e um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros. Fonte: Brasil247

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

3ª FEIRA DO LIVRO DE NOVA ESPERANÇA DO SUL/RS COMEÇA HOJE

 


Prepare-se para um evento que celebra a leitura em todas as suas formas, unindo o melhor dos livros físicos e digitais! 

Nosso tema, “Entre Páginas e Pixels”, convida a comunidade a refletir sobre a relação entre o tradicional e o moderno, debatendo o equilíbrio entre a experiência de um livro impresso e as conveniências do mundo digital. Em tempos de tecnologia, o livro físico ainda é um companheiro insubstituível, guardando a riqueza de nossas histórias e a essência de cada página. 

🗓️ Data: 6, 7 e 8 de dezembro de 2024

📍 Local: Redencio Frizzo - Praça Central

🎉 Atrações: Palestras, oficinas, teatro, lançamentos de livros, e o 1º Brick do Empreendedorismo Jovem! 

Venha se conectar com autores, leitores e pensadores sobre o futuro da leitura e descubra como as páginas e os pixels podem caminhar juntos. Marque na sua agenda e chame os amigos!

*Via https://www.novaesperancadosul.rs.gov.br/

PESSOAS e pessoas ...

 


Por Júlio Prates*

O meu maior defeito ou meu maior acerto na vida, não sei ao certo até hoje, talvez até nunca descubra, foi me definir pelo campo da esquerda desde quanto eu tinha modestos 16 anos. 

Filiei-me ao PT em 1980 a convite do meu amigo desde então Júlio Garcia, o único líder de esquerda sério e da velha guarda que eu reconheço. Pessoa honesta sem igual, um homem sério e honrado e um companheiro irretocável. Somos amigos desde 1978. 

Nessa vida, por onde passei, conheci pessoas de uma grandeza de caráter como o advogado Júlio Garcia e conheci as piores pessoas do mundo, gente falsa ao extremo, no momento oportuno meu livro com minhas memórias estará disponível e todos me entenderão. 

Tenho amigos de longas datas, porém, todos falecidos e deixo, respeitosamente, de citá-los nessa matéria, onde restrinjo minha breve análise aos meus amigos vivos. É claro, cada um com seus defeitos e virtudes. Ninguém é perfeito. Mas sou amigo do livreiro Girelli desde 1976 e sou testemunha de sua grandeza. Curiosamente, o ex-prefeito Vulmar Leite é meu amigo dos velhos tempos, sempre gostei muito dele, embora eu tenha uma opinião específica sobre ele enquanto prefeito. Hoje, Vulmar voltou a ver velho Vulmar dos anos 70 e 80 e aí reside seu grande valor. Hoje, somos amigos de trocar ideias pelo whatsapp e Vulmar nem parece político, desses que só se lembram da gente em época de eleição. 

Com o passar dos anos, com as mortes, nosso círculo de amigos começa a estreitar-se. Guilherme Bonotto é um dos raros amigos que fiquei, embora nunca mais tenhamos nos falado. Eu estou convencido de que Guilherme Bonotto seria o melhor prefeito que Santiago já teve, tamanha é minha admiração por sua visão negocial, sua honradez e honestidade com o trato de coisa pública. 

Meus amigos atuais são mais recentes, todos recentes, todos com pouco mais de 20 anos de amizade, embora reconheça em quem me chama de amigo uma diferença fundamental. Existem aqueles que dão asas às armações das víboras, mas esses eu sei todos quem são. 

Como todo ser humano, conheci o lado pobre de certas pessoas. E nisso creio que foi a maior lição que a vida me deu, pois conheci a extensão da podridão de quem vivia ao nosso lado e se dizia amigo e admirador. No fundo, esses sempre sonharam em me ver morto e nunca mediram a extensão dos danos causados em minha vida por suas ações sujas e mesquinhas. 

Embora o fime AMADEUS tenha mostrado um lado da perversidade humana, já escrevi que os Salieres da vida estão por todos lugares, mesmo quem sequer imaginamos. 

Hoje, voltei há pouco em Santiago e iria escrever sobre o meu amigo Arthur Viero e sua companheira, Rosane Fontela, que é ligada as famílias Goularte e Fontela de São Borja, sendo diretamente prima de Maria Teresa. Mas escreverei sobre eles numa outra oportunidade, nossa janta de ontem ainda está bem fresquinha e preciso digeri-la melhor.

...

*Júlio César de Lima Prates (foto) é advogado, sociólogo, jornalista, escritor e blogueiro.

-Fonte desta postagem: Blog do Júlio Prates (04/12/2024).

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

TRAMA GOLPISTA: CRIME CONTRA A NAÇÃO BRASILEIRA

 


Por Juçara Vieira Dutra*

A revelação da trama golpista contra a nação e o povo brasileiro foi impactante, não exatamente pelo fator surpresa, mas, sobretudo, pelos papéis institucionais de seus mentores. O indiciamento dessas figuras por crimes de “abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa” dá a dimensão dos riscos para uma sociedade que ainda não acertou, adequadamente, as contas com o passado. Exemplo disso é a história contada no filme “Ainda estou aqui”, inspirado na vida e luta de Rubens Paiva, vítima da ditadura instalada em 1964.

Decorridos 60 anos do golpe de 1964, ainda precisamos superar os impactos dos denominados “anos de chumbo”, cuja inspiração foi um filme alemão, “Tempos de chumbo” que narra a história de duas irmãs, militantes políticas nos anos 1960. Apesar da violência ocorrida nos porões da ditadura, das mortes e desaparecimentos, foi somente em 2011 que o governo da presidenta Dilma instituiu a Comissão Nacional da Verdade para investigar graves violações dos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 (tendo como referência a promulgação das duas constituições). No RS, o governador Tarso Genro instituiu a Comissão Estadual da Verdade, em 2012, com a finalidade precípua de auxiliar a Comissão Nacional.

Assim, é imperioso que essa trama golpista seja, imediatamente, investigada e seus mentores responsabilizados, passando a mensagem de que a democracia é um dos valores mais caros à sociedade brasileira. O fato de que aqueles que deveriam promovê-la são os indiciados por atacá-la merece imediata e profunda investigação e correspondente responsabilização. Esta geração não pode produzir novos passivos para o futuro.

*Presidenta do PT/RS 

-Via https://ptrs.org.br/

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Bolsonaro e mais 36: veja a lista dos indiciados pela PF por tentativa de golpe no Brasil*

 

Militares do entorno de Bolsonaro dominam a relação de indiciados pela PF - Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Plano para matar o Presidente Lula, o vice Alckmin e o Ministro Alexandre de Moraes, do STF,  também está no relatório. (...)

*CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Blog do Júlio Garcia).

JURISTA PERDEU A PACIÊNCIA COM IMPUNIDADE NA LIVE; "HORA DE PREVENTIVA PARA BOLSONARO?" (Cortes 247)


terça-feira, 19 de novembro de 2024

Militares planejavam usar táticas 'terroristas' em tentativa de golpe, diz Moraes em decisão

PF confirma que cinco investigados foram presos nesta terça-feira

     Ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247* - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, destacou os métodos 'terroristas' que militares da elite do Exército brasileiro planejavam utilizar em uma tentativa de golpe de Estado. 

"No caso dos autos, conforme analisado acima, há robustos e gravíssimos indícios de que, no contexto de uma organização criminosa, os investigados HÉLIO FERREIRA LIMA, MÁRIO FERNANDES, RAFAEL MARTINS DE OLIVEIRA, WLADIMIR MATOS SOARES e RODRIGO BEZERRA AZEVEDO contribuíram para o planejamento de um Golpe de Estado, cuja consumação presumia, na visão dos investigados, a detenção ilegal e possível execução do então Presidente do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL e Ministro do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, com uso de técnicas militares e terroristas, além de possível assassinato dos candidatos eleitos nas Eleições de 2022, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e GERALDO ALCKMIN e, eventualmente, as prisões de pessoas que pudessem oferecer qualquer resistência institucional à empreitada golpista", diz a decisão de Moraes. 

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) uma operação para desarticular organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o pleito de 2022. Os criminosos também planejavam restringir o livre exercício do Poder Judiciário. O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que estão sendo efetivados nos estados do Rio de Janeiro, de Goiás e do Amazonas, além do Distrito Federal. Além de cinco prisões, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. 

Os fatos investigados, segundo a corporação, configuram crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

*Fonte: https://www.brasil247.com/

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

‘Trump venceu. E agora, José, para onde?’ - Coluna Crítica & Autocrítica - nº 236*

 


Por Júlio Garcia**

*ELEIÇÕES NOS EUA – ‘Trump venceu. E agora, José, para onde?’ – A seguir, transcrevo extratos do artigo de Valter Pomar, historiador e dirigente nacional do PT, publicado originalmente no site Brasil247, onde pode ser lido na íntegra:

“Se não houver nenhuma surpresa, no dia 20 de janeiro de 2025 Trump voltará a presidir os Estados Unidos. Detalhe: o candidato do Partido Republicano conseguiu maioria de votos no Colégio Eleitoral e, também, conseguiu maioria entre os eleitores. O que explica este resultado? O que mudará na política externa e interna dos Estados Unidos? O que farão aqueles que equipararam Trump, não apenas com o fascismo, mas também com o nazismo?  O que devemos fazer nós, na América Latina e Caribe, especialmente no Brasil?

Nas próximas horas, dias e semanas, muita gente vai queimar os neurônios tentando responder estas e outras questões. A seguir, algumas opiniões. Primeiro: fenômenos complexos geralmente não têm uma única causa. Mas tudo indica que a vitória de Trump, inclusive com maioria de votos populares, está relacionada com a situação econômica dos Estados Unidos.

Alguém poderia dizer: mas os índices econômicos dos EUA são positivos (como os do Brasil, acrescentaria alguém da Fazenda brasileira)! Sim, isto é verdade.

Mas, como no Brasil, o julgamento popular não coincide com os índices.  Além disso, e muito mais importante, o que está em jogo não é apenas a situação econômica no sentido estrito do termo; o que está em jogo é algo mais profundo, a saber, o lugar dos Estados Unidos no mundo. (...) Em algumas questões, significará mais do mesmo ou uma radicalização do que já está acontecendo. Noutras questões, teremos novidades. A esse respeito, recomendo ler o seguinte artigo: ‘Kamala e Trump são opostos?Três exemplos mostram que nem tanto’

Mas, seja lá o que Trump efetivamente venha a fazer, o impacto político imediato será o envalentonamento da extrema-direita mundo afora e a decorrente polarização. Um verdadeiro inferno para os que têm medo da polarização. Mas como a polarização existe, gostemos ou não, temos que nos preparar para vencer.

Para alguns isso exige "ir para o centro", ou seja, aprofundar as alianças entre a esquerda e a direita gourmet. Acontece que uma fórmula aparentada com esta foi derrotada nas eleições estadunidenses. O "social liberalismo democrático" é incapaz de vencer a extrema-direita. Claro, os caminhos alternativos - por exemplo, "ir para a esquerda" - não são nada fáceis.

Mas é o que temos, se não quisermos que se repita aqui o que acabou de acontecer na gringolândia. Trata-se de tomar medidas mais profundas e velozes para garantir nossa soberania econômica, o que entre outras coisas exige deixar de lado as limitações do Calabouço Fiscal.

Trata-se de tomar medidas urgentes para reconstruir a integração regional, o que entre outras coisas exige voltar a manter boas relações com o governo da Venezuela.

Trata-se de aprofundar as relações com os BRICS, o que entre outras coisas significa estabelecer um acordo de alto nível entre a China e o Brasil, na recente visita que Xi Jinping fará ao Brasil. Trata-se, enfim, de voltar a pensar a longo prazo. ” (...)

...

**Júlio César Schmitt Garcia é Advogado, Pós-Graduado em Direito do Estado, Consultor, ecologista, 'poeta bissexto', articulista e midioativista. Foi um dos fundadores do PT e da CUT (Nacional e Estadual). Integrou a primeira direção da 1ª Zonal do PT de Porto Alegre e o Diretório Estadual do PT/RS. Também foi Secretário Geral do PT de Canoas/RS, assim como fundador e Presidente do PT de Santiago/RS. -Coluna originalmente publicada no Jornal A Folha (em 08/11/2024), do qual é Colunista (circula em Santiago/RS e Região).

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

PT, resistirmos: “A que será que se destina” (Caetano Veloso)?

 

     Bandeiras do PT (Foto: Lula Marques)

"Penso que perdemos ou estamos a perder o papel de partido educador", escreve Donizete Nogueira

"Realizar as eleições para as direções do PT em maio de 2025 pode levar o partido a fazer mais do mesmo e não mudar a maneira de se relacionar com as massas, continuando no caminho que tem nos afastado da interlocução com elas. 

Penso que perdemos ou estamos a perder o papel de partido educador/educando, lição que nos ensinou o mestre Paulo Freire. Isso é grave. O fato se torna mais grave ainda porque não está surgindo outra ferramenta de luta que possa substituir o papel que o PT tem cumprido há mais de quatro décadas. 

É certo que precisamos considerar que sobrevivemos a um tsunami contínuo que principiou com a Ação Penal 470, há 20 anos, numa onda persecutória que cresceu em volume e violência com a chamada Lava Jato. O processo chegou ao ápice com a prisão arbitrária de Lula e o golpe contra a presidenta Dilma Roussef. Isso, sem contar a caçada implacável a dirigentes importantes como José Dirceu, Zé Genuíno, Delúbio Soares e João Vaccari, entre outros. 

Esse tsunami, começou a ser quebrado com as denúncias da Vaza Jato, que podemos dizer que foi um movimento do acaso, e finalmente se quebrou na praia com a eleição de Lula em 2022, para um terceiro mandato. Mas ainda não nos hidratamos o suficiente para nos curar da ressaca, pois um tsunami deixa muitos estragos e entulhos, que precisam ser concertados e retirados. Isso exige muito esforço, pois são grandes as dificuldades, e me parece que ainda não encontramos o jeito correto de lidar com a situação." (...)

*CLIQUE AQUI para continuar lendo esse importante, propositivo, crítico e reflexivo artigo de autoria do companheiro Donizeti Nogueira, ex-senador pelo PT do Tocantins. (Via site 247)

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Sábado, dia 09, tem Tributo Pink Floyd com a banda RetroPool (na Dom Carlos Cervejaria, em Santiago/RS)

 


'Essa é uma oportunidade para fãs de todas as idades experimentarem a magia psicodélica que caracterizou a obra do Pink Floyd.

Seja você um admirador de longa data ou um novo ouvinte, a RetroPool irá oferecer algo único: a chance de se conectar com a música em um nível mais profundo.' (...)



*CLIQUE AQUI para ler, na íntegra, a postagem do SantiagoNews.

A Venezuela realmente existente

Falar das mentiras repetidas que viram verdade não adianta, pois a simples menção da “Venezuela” bloqueia o valor dessa velha lição sobre a manipulação (Anísio Pires)


Economia da Venezuela é alvo de sanções e bloqueios dos EUA há mais de uma década. (Foto: Marco Weissheimer)

A quantidade e a “qualidade” das coisas ditas sobre a Venezuela sempre surpreendem.  Sem saber muitas vezes o que responder, nos indignamos ou damos gargalhadas pelas estapafúrdias histórias nas quais se acredita. No entanto, o assunto é sério e perigoso. Nos dias 29 e 30 de julho passado, assassinaram 27 pessoas em protestos “pacíficos” que “reclamavam” pelo resultado eleitoral. Todos os que morreram apoiavam o governo, ninguém era da “oposição pacífica”. Tendo o governo bolivariano, como todos no mundo, o mando das forças militares e policiais, como explicar que a “ditadura” não reagiu para vingar essas mortes? 

Falar das mentiras repetidas que viram verdade (Goebbels) não adianta, pois a simples menção da “Venezuela” bloqueia o valor dessa velha lição sobre a manipulação. Parece o fumante e o cigarro. A pessoa sabe que faz mal, mas pelo vício, continua. O “vício” de atacar a Venezuela pode mais que a verdade e na era das redes e dos algoritmos, ideias para prevenir enganos dificilmente atravessam os muros psicológicos. 

Repetir que a Venezuela “tem problemas como qualquer país” tampouco explica nada. Moro na Ilha de Margarita (estado Nueva Esparta) que possui algumas vantagens, mas também desvantagens em relação ao resto do país. Fora isso, tudo normal. Deixo o convite-desafio. Venham e confiram pessoalmente, em qualquer horário e cidade que escolherem, se a mídia interessada mente ou não. (...)

-Continue lendo o artigo (postado originalmente no Sul21) do professor e sociólogo venezuelano Anísio Pires clicando AQUI.

domingo, 3 de novembro de 2024

PT fará conferência em dezembro para discutir os rumos da legenda

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, é uma das vozes mais firmes contra a ideia de uma guinada para o centro

Luiz Inácio Lula da Silva e Gleisi Hoffmann (Foto: Ricardo Stuckert)

Em dezembro, o Partido dos Trabalhadores (PT) realizará uma conferência para reavaliar seu papel e seus caminhos diante das transformações políticas, sociais e econômicas que o Brasil tem enfrentado nas últimas décadas. Conforme noticiado por Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a iniciativa surgiu antes mesmo do segundo turno das eleições municipais deste ano, mas os resultados insatisfatórios das urnas intensificaram a necessidade de um debate interno sobre a identidade e a direção da legenda. 

Em 2025, o PT deverá escolher sua nova liderança, e a expectativa é que essa conferência desempenhe um papel importante na definição dos rumos que a legenda seguirá. Dividido entre manter-se fiel às suas bases tradicionais e a possibilidade de adotar um posicionamento mais ao centro para atrair novos eleitores, o partido se vê em um momento decisivo. Entre as principais questões em pauta, está a abordagem de temas contemporâneos sem perder o compromisso com os valores históricos que definem a legenda. 

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, é uma das vozes mais firmes contra a ideia de uma guinada para o centro. Para ela, o PT deve manter sua essência e não ceder a pressões para mudar de identidade em busca de votos. “É essencial discutir o papel do PT em um contexto novo de trabalho, de comunicação digital, mas sem abandonar os valores e as bandeiras que sempre nos definiram,” afirma Gleisi, que ressalta a importância de temas como igualdade de gênero e inclusão social na pauta da legenda. Ela reage com firmeza às críticas de que o PT teria um enfoque "identitário" demais, insistindo que questões como a igualdade para as mulheres, maioria da população brasileira, são centrais para qualquer projeto político que se proponha a transformar o país. "Dizem que o PT está identitário. Mas a questão da mulher é identitária? As mulheres são a maioria do país, e é preciso defender seus direitos”, destacou. 

Gleisi ainda rebateu críticas que sugerem uma aproximação do partido com uma visão conservadora sobre o papel da mulher, como foi manifestado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em declarações recentes. “Vamos agora fazer como a Michelle Bolsonaro?”, ironizou Gleisi, ao criticar a ideia de uma política centrada em um "maridão machão e gestor" enquanto a mulher assume um papel restrito ao social. "Não é essa a nossa pegada", reforçou, defendendo que o PT mantenha uma agenda de luta pela equidade e inclusão.

A conferência contará com a presença de nomes respeitados do meio acadêmico e intelectual, como José Luís Fiori, Sebastião Velasco, Marcio Pochmann, André Singer, Margarida Salomão, Renato Meireles e Renato Janine Ribeiro, que contribuirão para debates sobre temas como as mudanças na economia e o impacto das novas tecnologias na sociedade. Essas discussões serão fundamentais para que o PT avalie os caminhos que pretende seguir e os valores que quer preservar para enfrentar os próximos desafios.

*Fonte: https://www.brasil247.com/

sábado, 2 de novembro de 2024

‘A LUTA DE CLASSES É LONGA E TORTUOSA’ - Coluna C&A - nº 235

 


*SOBRE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS – “Honestidade na análise: Pro balanço ser correto, é preciso honestidade intelectual na análise. Nas eleições 2024, o que aconteceu foi recuperação de terreno e imaginário político para a Esquerda face a desconstrução originada pelo Golpe de 2016. Ora, o Golpe de 1964 levou mais de duas décadas para ser derrotado. Veio o Golpe de 2016 e com ele a profecia das elites: o PT morreu, a Esquerda acabou. Não se passou uma década e voltamos à presidência da República, além de crescer na eleição de 2024. (...)

Vamos aos fatos? Existem 4 forças políticas poderosas no país: a Esquerda, a Direita, o Centrão e a Máquina. Com raríssimas exceções, esta eleição foi a Esquerda concorrendo sozinha contra as outras três forças. Resultado? Além de algumas vitórias importantes, a Esquerda fazendo em torno de 40%, 45%, 49%. O que isso indica? Nítida recuperação de terreno e imaginário político apenas 8 anos depois de um processo de golpe que pretendeu nos varrer do mapa, apagar a Esquerda dos corações e mentes das pessoas. (...)

O PT cresceu mais de 30% no número de prefeituras, volta a governar capital, após duas eleições em branco, e contou com vitórias importantes em cidades com mais de 200 mil eleitores, como Fortaleza, Pelotas, Camaçari, Mauá, Contagem e Juiz de Fora. Tudo num cenário de maior nível de reeleições da história. Além disso, uma nova geração quadros está vindo, especialmente com mandatos vibrantes em capitais e grandes cidades, vereadores jovens e conectados com novas e antigas pautas, além da manutenção de quadros já tradicionais.

Em Porto Alegre o PT voltou a ser o mais votado da cidade e a ter a maior bancada na Câmara de Vereadores. Junto, PSol e PCdoB elegeram bancadas representativas e a Esquerda cresceu em seu conjunto. Já Maria do Rosário [PT], acompanhada de Tamyres [(PSOL], defendeu uma linha que era exatamente o que a militância e as direções dos partidos desejavam, representou nosso programa e deixou um legado de temas e pautas para que a oposição a Melo esteja estruturada em sua luta. Não teve denúncia que não foi feita, proposta que não foi publicizada, pauta que não foi apresentada. Em todos os debates Maria se apresentou com uma postura firme, impecável.

Com as dificuldades mil do enfrentamento às elites e à Extrema-Direita deste país, é preciso perceber que mantivemos e avançamos em terreno e imaginário. Zero a lamentar e pouco a descansar. Todos nossos esforços a não só preparar o enfrentamento de 2026, mas também em fazer a disputa de classe, especialmente no campo econômico e social, com um PT e demais partidos de Esquerda fortalecidos, nítidos em suas causas. Seguimos!” (Resumo do artigo do companheiro cientista político Rodrigo Oliveira no site Sul21. A íntegra também pode ser lida no Blog do Júlio Garcia, que edito).

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*‘A LUTA DE CLASSES É LONGA E TORTUOSA’“Desde que surgiram as classes sociais, com o escravismo, existe a luta de classes. Ela é longa e tortuosa. Há momentos de avanços e retrocessos. Vivemos uma conjuntura de avanços do conservadorismo, da direita e do fascismo em todo mundo (as causas não cabem aqui neste curto espaço).

Uma derrota eleitoral dificulta a luta dos que desejam a transformação, mas não altera radicalmente a correlação de forças, desde que tenhamos disposição para nos organizarmos e definir estratégias de resistência e de luta. Serve, também, para entendermos as enormes limitações do sistema eleitoral liberal burguês. 

Nosso objetivo, neste momento tem de ser: organização, formação e luta.” (Considerações do companheiro e professor Eliezer Pacheco, sobre os resultados - e suas consequências -  das últimas eleições municipais, especialmente no RS).

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**Júlio César Schmitt Garcia é Advogado, Pós-Graduado em Direito do Estado, Consultor, ecologista, 'poeta bissexto', articulista e midioativista. Foi um dos fundadores do PT e da CUT (Nacional e Estadual). Integrou a primeira direção da 1ª Zonal do PT de Porto Alegre e o Diretório Estadual do PT/RS. Também foi Secretário Geral do PT de Canoas/RS, assim como fundador e Presidente do PT de Santiago/RS.

-Coluna originalmente publicada no Jornal A Folha (em 01/11/2024), do qual é Colunista (circula em Santiago/RS e Região).

sábado, 26 de outubro de 2024

Direito à cidade ou barbárie neoliberal: o que está em jogo nas eleições de Porto Alegre

Sem políticas que garantam efetivamente o direito à cidade, não há futuro nem cidadania possível em Porto Alegre.


A cidade de Porto Alegre, atingida de uma maneira devastadora pela enchente do presente ano, já foi referência em Política urbano-ambiental e em participação popular e poderia ter prevenido a inundação de seu território, mas hoje clama por uma administração pública eficiente em relação às mais diversas áreas: educação, assistência social, tutela do meio ambiente ecologicamente equilibrado, segurança, saúde, moradia adequada e mobilidade, por exemplo. Essas politicas públicas são indispensáveis para a garantia do direito à cidade sustentável, que nada mais é do que o direito de quem vive na cidade poder desfrutar desse bem comum de maneira equitativa. (...)

*CLIQUE AQUI para continuar lendo a postagem de Betânia Alfonsin e César Rolim (via Sul21)

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

*Coluna C&A - nº 234

 

Por Júlio Garcia**

*DO EX-PRESIDENTE URUGUAIO PEPE MUJICA PARA A COMPANHEIRA MARIA DO ROSÁRIO (SOBRE AS ELEIÇÕES DESTE PRÓXIMO DOMINGO EM PORTO ALEGRE): "Meus queridos compatriotas brasileiros, principalmente os de Porto Alegre. Sei que vocês têm um evento eleitoral chegando. Desejo o maior apoio possível a Maria do Rosário [PT], uma candidata popular que luta para representar o povo trabalhador de Porto Alegre. Quero lhe dar um abraço à distância. Um abraço de um compatriota oriental do Sul, que não pode se esquecer jamais do que significa o Brasil e do que significa, com certeza, Porto Alegre. Até sempre!"

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*LANÇADO O LIVRO ‘CARA & CORAGEM II – POEMAS REUNIDOS’ -  (...) “O Poeta não pode apenas/ cantar a primavera/ quando o inverno social/ castiga seu povo” (...) 

Prezados/as leitores/as e amigos/as: Quero aproveitar este espaço para agradecer a todos/as (em especial ao meu pai, minha mãe, minha esposa, filha, genro, demais familiares, companheiros/as, amigos/as, escritores/as, poetas, colegas...) que nos incentivaram sempre e que nos  honraram com suas presenças no lançamento do nosso segundo livro de Poemas (na noite de sábado, 12/10, durante a  26a. Feira do Livro de Santiago/RS). Valeu!

*Aproveito, ainda, para informar que o 'CARA & CORAGEM II - Poemas Reunidos’ já está disponível para venda (além de em algumas livrarias e sebos, também por via postal). O custo promocional é R$ 45,00 (já incluído o valor da despesa de envio), é só digitar o endereço completo de quem deseja adquirir, encaminhar para o meu watts 55-98459.5009 e fazer o PIX  28152433004 (CPF) que imediatamente despacharei o livro (devidamente autografado) pelo Correio.

*Meu agradecimento especial vai também para a ‘Casa do Poeta de Santiago’ (que editou o livro), na pessoa do seu Presidente Ronaldo Prestes Gomes (e demais integrantes) que foi incansável para que tudo ocorresse certo e em tempo hábil, bem como à todos(as) que já adquiriram e/ou,  de alguma forma, contribuíram para a confecção, divulgação e lançamento desse meu segundo livro de Poemas.

*Registro ainda a importância da ‘Feira do Livro de Santiago’ ter retornado (espero que definitivamente!) à Praça Moisés Viana (centro de Santiago) - que é o seu devido lugar e de onde jamais deveria ter saído! -, pois, como escreveu o nosso grande poeta Castro Alves  “... A praça! A praça é do povo/ Como o céu é do condor/ É o antro onde a liberdade/ Cria águias em seu calor....” (Extratos do seu Poema ‘O Povo ao Poder’). –Pois que assim continue!

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**Júlio César Schmitt Garcia é Advogado, Pós-Graduado em Direito do Estado, Consultor, ecologista, dirigente político (um dos fundadores do PT e da CUT, ex-Presidente do PT de Santiago/RS), 'poeta bissexto', articulista e midioativista. - Coluna originalmente publicada no Jornal A Folha (do qual é Colunista, que circula em Santiago/RS e Região) em 25/10/2024.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Extrema-direita está levando goleada

"O bolsonarismo está com os dias contados. Bolsonaro está a um passo de ver o sol de Brasília nascer quadrado", avalia Eduardo Guimarães

 


Por Eduardo Guimarães*

Se a disputa política no Brasil fosse um jogo de futebol, poder-se-ia dizer que a extrema-direita está perdendo pelo doloroso placar de 7 a 1. E em alguns meses será rebaixada para a segunda divisão -- ou menos. 

Por quê? Como? Quando? Onde? Ora, quem está morrendo é o PT, que teve um desempenho pífio na eleição municipal, diriam os "bolsonaristas moderados" midiáticos, que acham que os termos selvageria e moderação cabem na mesma frase. 

Dizem os analistas voluntaristas que o PT -- e quando falamos em PT, falamos indiretamente de toda esquerda -- elegeu apenas 251 prefeitos e nenhum prefeito de capital. E que o bolsonarismo está tendo um grande desempenho. 

De fato, o PL, partido de Jair Bolsonaro, aumentou em 179 o número de prefeituras — 523 no primeiro turno de 2024 contra 344 no total de 2020. Mas isso significa o quê? 

Analistas da imprensa corporativa garantem que a "derrota" da esquerda em 2024 ameaça a reeleição de Lula em 2026... Uau! 

Será mesmo? Uma ova! Em 2020 a derrota da esquerda foi muito pior; o PT tampouco elegeu prefeito de capital -- e ainda pode eleger um ou mais neste ano -- e o total de prefeitos eleitos foi ainda menor que neste ano: 182 prefeituras naquele ano contra 251 neste. 

A previsão dos tais "analistas" cheios de doutorados e outros bichos foi a de que a derrota da esquerda naquele ano pavimentava sua derrota em 2022... 

Precisa dizer mais? "Ah, Eduardo, mas Lula venceu com uma frente ampla". Sim, verdade, mas que outro candidato teria vencido com frente ampla? A mídia até ensaiou com Moro e outros balões de ensaio e nenhum decolou. Sim, a frente ampla ajudou, mas quem venceu foi Lula. 

E a vitória da frente ampla de Lula só não foi mais ampla, por assim dizer, porque Bolsonaro gastou 2% do PIB em compra de votos de todos os tipos, cores e formatos, dando dinheiro até para taxista -- e nem tramita alguma ação penal contra ele por isso. 

Em 2026, a máquina estará na mão de um certo pernambucano de Garanhuns que já avisou que presidente que não se reelege mesmo tendo a máquina na mão é "incompetente". 

Como se não bastasse, o bolsonarismo está com os dias contados. Por quê? Ora, porque Bolsonaro está a um passo de ir ver o sol de Brasília nascer quadrado pela janela de uma cela do mesmo QG do Exército que serviu de palco para sua tentativa de golpe. 

Senão, vejamos: a Primeira Turma do Supremo acaba de desferir três diretos no queixo de Bolsonaro numa única sessão: negou pedido para se comunicar com outros investigados no inquérito do golpe, indeferiu devolução do passaporte dele e negou acesso de sua defesa ao conteúdo da delação de Mauro Cid. 

Outra: a menos de uma semana da votação decisiva para o segundo turno, diversos candidatos bolsonaristas viram o sinal de alerta acender nesta semana. Em nove capitais, aliados de Bolsonaro estão em desvantagem. 

Mais uma: Evangélicos começam a ceder aos encantos de Lula. Os donos de igrejas evangélicas não aguentam mais permanecer tanto tempo distantes do governo federal e não veem razão para isso enquanto o ex-Bolsonaro caminha em marcha batida rumo ao cárcere. 

Mais outra: pela primeira vez, o PGR diz claramente que a batata de Bolsonaro está mais do que assada. Disse na resposta a enésimo pedido de revogação de restrições do ex-presidente que tem provas de que ele está envolvido no 8 de janeiro. Enquanto isso, Moraes já marcou o fim da linha para ele: 27 de novembro. 

Bolsonaro e o bolsonarismo estão morrendo porque esse estilo de fazer política está levando seu autor ao cárcere. Só falta, agora, escolherem as palavras a ser inscritas em suas lápides políticas. Alguma sugestão?

*Editor do Blog da Cidadania (fonte desta postagem)