segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Na democracia não tem terceiro turno




Tão logo se tornou público o resultado das eleições presidenciais, consagrando Dilma Rousseff a primeira mulher reeleita presidenta deste País, já se ouvia por aí comentários maldosos sugerindo - pasmem – o impeachment dela. Isto é um chamado claro para o golpe, como os golpes tentados pela mídia e alguns segmentos radicais do tucanato, que perde quatro eleições consecutivas para o Partido dos Trabalhadores.

Na democracia é assim, pode-se ganhar uma eleição com diferença de apenas um voto. Dilma ganhou com quase 4 milhões, apesar de tudo o que foi feito contra ela e contra o PT. Não tem terceiro turno.

A presidenta, corretamente, em seu discurso da vitória chamou pela união dos brasileiros e disse que aprendeu na campanha que o povo quer mais mudanças. Foram assim as vozes das jornadas de junho de 2013, vozes dispersas que só se encontraram em alguns momentos de turbulência, não ficando claro porque no meio delas surgiram os oportunistas à direita e à esquerda.

O lacerdismo, ao estilo dos caciques da velha UDN, o repeteco dos métodos da velha revista ‘O Cruzeiro’ foram mais do que presentes, preocupantes. Para a população a presidenta garantiu mais e mais educação. E irá ampliar o Pronatec e todos os meios de educação da pré-escola ao Ciência sem Fonteiras. Como ouvimos nas ruas, agora, o filho do pedreiro pode virar doutor.

Mas sem as reformas, o País não avançará. Acerta a presidenta quando fala em priorizar a Reforma Política, pois o atual modelo está falido, induz à corrupção e a todas as conhecidas mazelas, como caixa 2, etc. Mas não pode deixar de pensar no controle externo do Judiciário, bem como na democratização da mídia, acabando com seu poder monopolista e antidemocrático.

Temos que apostar na democracia, na participação da população das decisões, como no combate sem tréguas à corrupção. E aqui, como lá, vamos respeitar os resultados das urnas, fazendo uma transição sem tumultos e de forma transparente, apostando numa oposição responsável, para podermos trilhar bons caminhos nas eleições municipais de 2016.

*Por Adeli Sell - Subsecretário do Parque Assis Brasil e  Membro do Diretório Estadual do PT/RS

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