quinta-feira, 3 de abril de 2014

STF terá que revisar a Lei da Anistia, afirma governador Tarso Genro



Porto Alegre/RS - Na abertura da Conferência Internacional Memória, Direitos Humanos e Reparação, na manhã desta quarta-feira (2), o governador Tarso Genro defendeu de forma veemente a revisão da Lei da Anistia, para que possa ser feita justiça em relação aos responsáveis pelos assassinatos e torturas ocorridos durante a ditadura militar. Para o governador a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a anistia para assassinos e torturadores, em 2010, foi “uma decisão vergonhosa, que contraria todo o direito humanitário, o direito internacional e o bom senso”.

Tarso não tem dúvidas de que o STF será obrigado a se manifestar novamente sobre o tema e mudar sua interpretação da Lei da Anistia, de 1979. O Brasil, inclusive, foi depois condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que emitiu sentença exigindo a revisão da impunidade dos criminosos da ditadura. Também há vários processos em primeira instância, disse o governador, como no caso do atentado ao Riocentro, movido pelo Ministério Público Federal, que chegarão ao Supremo, onde o alcance da anistia terá de ser novamente discutido pelos ministros.

Juntamente com o governador, participaram da abertura da conferência, que integra a programação da Semana da Democracia no Memorial do Rio Grande Sul, o secretário-executivo do Instituto de Políticas em Direitos Humanos do Mercosul, Victor Abramovich, e o secretário de Direitos Humanos do Uruguai, Javier Miranda. Na mesma ocasião, foi assinado por Tarso Genro o tombamento da Ilha do Presídio, onde muitos prisioneiros políticos ficaram detidos durante a ditadura. (via Portal do Governo do RS)

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