quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Weimar Donini


'Prefiro ser independente, embora eu tenha um lado, sim'

A blogosfera, eventualmente, nos proporciona - além das importantes informações e debates que só aqui podemos realizar, furando o bloqueio até pouco tempo atrás quase inexpugnável da mídia conservadora  - (re)encontrar amigos e/ou conhecidos que o tempo e a distância acabaram afastando. Também possibilita conhecer novas pessoas e atar - mesmo que virtualmente - novas amizades e/ou parcerias, seja no campo afetivo, político e/ou cultural. 

Pois uma das pessoas com que travei contato via blogosfera nos últimos tempos, para minha grata surpresa e satisfação,  foi o santiaguense 'desgarrado' Weimar Angelo Furquim Donini (reside hoje em Florianópolis/SC).  Culto, bem informado, muitas vezes polêmico - mas sempre com posição - o Weimar Donini já é bastante conhecido dos internautas  devido a sua participação - através de seus comentários - nos blogues terrunhos, sobretudo quando o assunto pende para as lides políticas. E, para nossa satisfação, o Weimar tornou-se também um dos colaboradores do Blog 'O Boqueirão Online', sempre abordando temas atuais, a maioria das vezes polêmicos, fazendo os 'contrapontos' necessários e 'emparedando' as posições conservadores e retrógradas, pautando assuntos relevantes  que necessitam serem debatidos e aprofundados. Weimar dá, assim, como internauta e blogueiro atuante - mas, sobretudo, como cidadão -  uma grande contribuição para o bom debate e para a boa  informação.

O Editor* do Blog 'O Boqueirão Online'  registra que fica muito honrado e satisfeito em poder socializar com os leitores informações relevantes a respeito do cidadão e conterrâneo Weimar Donini (bancário aposentado, Bacharel em Direito e internauta dos bons!) através do envio de um pequeno 'questionário' que, mesmo apresentando algumas 'resistências (hehehe!) iniciais', o  Weimar gentilmente dignou-se a responder. 

Leia a seguir: 

Nome:  Weimar Angelo Furquim Donini

Profissão: Não tenho. Estou aposentado
Família: Esposa - Milena Brognoli Donini Farmacêutica e bioquímica aposentada
Filhas - Amanda 21 anos cursa 4º ano de Nutrição na Ufsc (Florianópolis)
- Bárbara 16 anos cursa terceirão e pretende Medicina (Florianópolis)

Atualmente resido em Florianópolis, terra da minha esposa, onde moram seus pais e seus 7 irmãos.

Saí de Santiago no início de 1971 para cursar engenharia civil em Porto Alegre Pucrs

Em 1974 Cursei uma especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho Ufrgs

Em 1975 iniciei paralelamente o curso de Administração que não concluí Ufrgs

Em 1980 ingressei por concurso no Banco do Brasil em Porto Alegre

Em 1983, à meu pedido fui transferido para o BB em Blumenau SC

Em 2004 cursei Direito, em Blumenau Furb

Em 2010 Pós em Direito Tributário

Parentes em Santiago: Meu pai e um irmão. As demais 3 irmãs residem na Serra Gaúcha.

Estudei no Cristóvão Pereira (no antigo) e acho que me formei em 1970. Fui da turma do Santiago (o cartunista macanudo), o mais conhecido da turma pela mídia e pelo povão, embora outros ex-colegas tenham sido mais bem sucedidos financeiramente.

Se sou filiado a algum partido político? Não, não sou. Nunca quis. Prefiro ser independente, embora eu tenha um lado, sim. E o meu lado, caso ainda não tenhas notado, é o esquerdo. Quanto mais esquerdo, melhor. 

Politicamente tenho apoiado o PT por 2 motivos principais. Primeiro, por entender que, apesar dos pesares é o que tem melhores condições de fazer alguma mudança que seja favorável aos trabalhadores e às classes menos favorecidas. Segundo, por ter, de forma anônima e despretensiosa colaborado com o movimento de criação do núcleo do PT no BB, Porto Alegre, em 1980, 81. Por lá conheci o Pizzolato que era funcionário da mesma agência.

No movimento sindical sempre fui filiado, tendo ocupado o cargo de vice-presidente em Blumenau à época da 1ª greve nacional dos bancários (1989, acho). Depois, como penso ter sido muito prejudicado e preterido na carreira, afastei-me da diretoria. Embora não tenha ocupado nenhum cargo de confiança, graças a concursos internos aposentei-me na letra mais alta da carreira dentro da organização.

Quando participei da diretoria do Sindicato dos bancários em Blumenau, tínhamos quase 2 mil associados pois abrangia a região toda. Foi assim. Logo que cheguei em Blumenau, transferido de Porto Alegre, fiz amizade (compatibilidade de ideias) com outro colega de banco o Inácio Mafra, catarinense de Brusque mas que havia morado e estudado em Porto Alegre, cursado Filosofia e que houvera sido preso pela ditadura, devido à militância estudantil na Ufrgs. Lá, em Porto, ele conheceu e casou com a Lúcia, porto-alegrense (sobrinha do locutor Lauro Hagemann, não sei se lembras dele). Eram ambos militantes do PCB. Bom, já em Blumenau, o Mafra fez novo concurso para o BB e foi aprovado. Ele não se conformava de como era o Sindicato. Nada atuante. Menos de 100 associados. Vivia para patrocinar torneios de futebol e assistência odontológica. Dentro da sede que era num prédio no centro, na rua principal, havia um gabinete odontológico e uma mesa do presidente. Só! O cara já estava no cargo há uns bons 20 anos. Cem amigos associados, torneio de futebol, assistência odontológica. E a luta por melhores condições de trabalho? E o reajuste salarial? Nada!

Bom, a primeira coisa que fizemos foi conversarmos com os bancários, um a um, individualmente, apresentando nossos pontos de vista, nossas divergências e a disposição de irmos à luta. Em menos de 2 anos já tínhamos 2.000 associados. Chegou a época das eleições e a vitória foi estrondosa. Aposentamos o antigo presidente. O Mafra fez tanto sucesso como presidente do sindicato que tornou-se referência regional. 

Muitos sindicatos foram criados inspirados nas suas ideias. Os caras iam dia e noite pedir apoio para as lutas das suas categorias. Depois de reeleger-se 2 vezes o Mafra resolveu ingressar na política. Através de um acordo histórico, onde o PT elegeu o Prefeito Décio Lima (coisa inédita e única na história da conservadora Blumenau), o Mafra elegeu-se Vice-Prefeito pelo PPS.

Por fim, informo que sou um gremista sofredor. Gosto de jardinagem e horta. Músicas Clássicas. Filmes Clássicos e muita bisbilhotice e palpitice nas redes sociais (menos facebook – estou fora do espião norte-americano). Gosto de viver à beira do mar, com bastante brisa. Moro em Floripa (na foto abaixo uma pequena vista do mar, tirada aqui da minha casa) e tenho também um chalezinho em Bombinhas/SC.




*Por Júlio Garcia

Um comentário:

  1. Parabéns conterrâneo pela entrevista falou e disse tudo. Tens que vir aqui para ajudar na politização desse nosso povo sofrido. Meus cumprimentos.
    Adelaide

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